Conto: "Os Milagres No Mundo Celestial" (Em processo, Sem revisão.) Por Maurício Menossi Flores

 


Os Milagres No Mundo Celestial

(Em processo, sem revisão.)

Por Maurício Menossi Flores

Aqui, em Santos, cidade de São Paulo, assisti a mais uma peça teatral tratando do pacote integral da nova cultura woke. Esse espírito da época vai passar, como passaram todos os outros, mas os milagres não. O que será daqueles embalados por esses modismos? Modismos propagados pela grande mídia, cooptados e fagocitados pelos governos? Quando me refiro ao governo, não falo do atual, dos partidos ou do momento, mas dos mandatários desde o início da humanidade.

Mata,

Morro,

Mata,

Morro;

Guerra é paz

Na estrada.

Depois de uma noite bastante conturbada, com sonhos muito realistas repetindo-se continuamente, cada vez sob uma nova variação, percebi que meu cérebro sofrera uma transformação. Voltando a São Paulo, algo inusitado aconteceu e iria repetir-se por três vezes...

O Brasil anda de ré. As fábricas de fezes e urina proliferaram. Andamos, como nas décadas de 1960 e 1970, novamente, pisando em bosta de cachorro e inalando sua urina, misturada às porcarias do mesmo gênero deixadas pelos moradores de rua. Não consigo entender qual é a vantagem de ter um cachorro que nem ao menos serve para proteger o lar.

O Brasil é um narcoestado terrorista, e isso pode ser constatado no cotidiano, desde o ladrão que rouba e mata nas ruas até os administradores públicos que, por exemplo, metem a mão no dinheiro dos aposentados. Aqui, farra e dinheiro justificam tudo.

Eis a lógica daqueles promotores dos grandes shows e da cultura de massa em geral. Perturbar o sossego alheio não é problema para quem vive de sacanagem faturando alto. Cultura é uma palavra mágica, um saco onde cabe qualquer coisa.

Mas, como eu disse, voltando a São Paulo, algo inusitado ocorreu. Eu estava sentado ao balcão de um bar quando passou pela calçada uma jovem andando de muletas. Tinha uma das pernas atrofiada. Ao vê-la, ocorreu-me mentalizá-la sem aquele problema.

De imediato, a moça largou as muletas e caminhou normalmente.

Pensei tratar-se de uma estranha coincidência, de uma pegadinha da qual eu participava sem querer. Não fosse a felicidade da jovem, correndo e gritando aos ventos que um milagre acontecera, seguida das pessoas perguntando o que havia ocorrido enquanto ela, em prantos sinceros, tentava explicar o inexplicável, eu simplesmente teria esquecido o caso.

Vieram, depois, as entrevistas divulgadas nas redes sociais, noticiando o milagre.

Embora soubesse ser matematicamente possível uma mera coincidência, fiquei intrigado. Além dessa hipótese, outra explicação possível seria a precognição. Eu não teria curado aquela pessoa; apenas intuído o fato.

Durante alguns dias, esqueci o ocorrido porque o IPRED (previdência dos servidores públicos de Diadema) nos sacaneou, deixando de antecipar parte do nosso décimo terceiro salário. Um déficit atuarial de 5,4 bilhões acumulara-se, novidade nenhuma em um narcoestado terrorista como o Brasil.

Se, em vez de emprestar 8,5 milhões ao prefeito, em 1996, tivesse aberto uma financeira, nós mesmos — funcionários e aposentados — manteríamos superávit.

Quando a revolta diminuiu, por nada poder fazer de verdade, resolvi tentar novo experimento.

Senti-me como uma criança deixando escapar um balão de gás e vendo-o desaparecer no céu.

Durante alguns minutos fiquei absorto observando o braço daquela criança regenerar-se diante dos olhos dos pais.

Eu tomava uma cerveja no balcão do bar e saí rapidamente dali, tomado pelo medo — sem justificativa — de associarem o fenômeno a mim, pois, antes daquilo acontecer, condoera-me da condição da criança e desejara sua reabilitação.

Devido à minha postura política, o nadismo definido por mim em um vídeo no YouTube, procuro formular respostas próprias para as questões atuais: linguagem neutra, aborto, racismo, sexualidade e outras. Tento conhecer tanto os argumentos dos seguidores da nova cultura woke quanto os de seus opositores. Até então, dedicara-me quase integralmente a compreender o nosso narcoestado terrorista e, principalmente, a defender Monteiro Lobato das acusações de racismo.

Em relação ao narcoestado terrorista brasileiro, escrevi um texto sobre isso muito antes de o presidente Trump classificar o crime organizado do Brasil. Baseei meu argumento nos pancadões e na experiência de ter sido expulso de vários bairros de São Paulo, inclusive de um próximo a uma favela.

Depois dos dois acontecimentos milagrosos, voltei aos meus estudos de Espiritismo. Nunca ouvira falar de um poder capaz de regenerar membros humanos amputados; nem Cristo conseguira tal proeza.

Jamais fui um espírita ortodoxo, apesar de considerar o Espiritismo apenas ciência. Conheço pessoas fanatizadas, que o encaram como religião, um credo dogmático, chegando a adorar almas desencarnadas.

Faço essa observação para justificar o hábito de usar um terço no pescoço e uma corrente com uma grande caveira de aço presa a ela. Era apenas certa vaidade. A caveira nem ao menos serviu para me proteger da bala...

— Qual é o seu nome, demônio dos infernos?

— Memefe, Mestre! Mostrarei as vantagens da obesidade. Depois, as desvantagens...

Entre O Gato de Botas e O Conde de Monte Cristo.

Eu poderia pensar tratar-se apenas de delírio ou alucinação. Os sentidos e os pensamentos combinados de maneira equivocada. Poderia dizer ser uma simulação dentro de um equipamento inimaginável.

Não. A dor e o sangue pareciam bastante reais. E, se pareciam, na integral e no diferencial, eram.

Tornar-me obscuro na explicação não ajuda nem a mim mesmo. Drummond ensinou que o escrito é capaz de pensar cada palavra antes de ser escrita. De outro modo, digo eu, é psicografia.

Sim, para escrever um conto longo como este, é necessário, tal qual no romance, dominar o espaço-tempo do suporte; no meu caso, o papel, o caderno.

Ou seja, enrolo propositadamente, tentando ser sutil, servindo ao sistema.

O artista amador (caso um dia você leia isto em formato milionário, não foi esse o motivo principal, embora eu soubesse que poderia acontecer) garante a existência do profissional. O amador não vive sem o profissional, nem o profissional sem o amador. A letra mais valorizada será a indecifrável pela inteligência artificial.

A santa psicóloga. A psicóloga santa.

Graças a Deus, quase sempre pude ajudar mais do que ser ajudado.

Mentira minha.

Sou um privilegiado mal-agradecido.

Agora tenho psicólogas on-line. Na internet, na plataforma, na Big Tech.

Sabia não poder deixar de pensar; conseguiria, a muito custo, ignorar aquela vontade de fazer milagres.

Durante meses consegui "o mesmo", para contrariar os puristas da língua.

Entendi a essência dos meus sonhos em uma frase curta:

Estamos voltando à Idade Média, com os caminhos do mundo sendo disputados.

Devo, por obrigação, descrever meu último sonho, antes de a gripe desistir de me levar.

No primeiro momento, o boneco formava-se pelo agregado de partículas coloridas coladas umas às outras, mantidas unidas pela força do meu pensamento. No segundo, as partículas tornavam-se maiores e mais homogêneas. No terceiro, já eram praticamente uma massa — como massinha de criança — transformando-se no boneco humano ao menor desejo meu.

Acordei muito melhor da gripe, que me afligia desde o sábado. Tudo isso ocorreu na terça-feira seguinte ao início da doença.

Como é possível o desarmamento nuclear total?

Um maluco ligeiro, saindo da favela com uma marreta na mão, poderia realizá-lo?

A Ressurreição Final é a revelação de que os espíritos, transformados em individualidades, continuam todos vivos e terão seus endereços revelados. Assim conheceremos todas as nossas reencarnações, superando a ignorância inicial e alcançando o estágio de planeta de regeneração ou, mais precisamente, Mundo de Regeneração, na Escala dos Mundos, habitado por Espíritos Bons, conforme a Escala Espírita.

Eu não quero lançar muitos conceitos embasadores deste conto, tentando abarcar todas as preocupações acumuladas ao longo de sessenta e dois anos de vida.

Vou, entretanto, mencionar ainda o conto "Calcinha e Sutiã", do zine "Lindos Casos da Paranormalidade, Contados por Nina Ferraz". Nele é descrito um fenômeno em que uma calcinha e um sutiã mudam de lugar na gaveta e dão um nó de maneira inexplicável.

Talvez ali esteja o início da explicação para os milagres produzidos por mim.

Que digo!

Estou convencido disso? Cheguei a uma explicação comprovada?

Hoje, apenas sei tratar-se de uma possibilidade.

Ressuscitar um morto, fazer um cego enxergar, é fácil. Regenerar membros humanos, ninguém conseguira antes de mim.

Ao menos, ninguém de quem eu tenha notícia.

Diante do terceiro e último milagre, resolvi render-me aos fatos.

Se você não possui amigos ricos e milionários, vive em uma sociedade de castas. Assim penso. Creio nisso da mesma forma que acredito ter a flatulência me prejudicado muito; o quanto, não sei. Talvez infinitamente. Talvez algo perdido para sempre.

Millôr disse:

— Nunca é tempo demais.

Eu digo:

Todo tempo passa rapidamente.

A História não acabou e continuo protagonizando O Poder do Pensar Individualmente.

Cristo afirmou que dois ou três reunidos bastam.

Eu digo: você consigo mesmo já vale.

Índole e estilo de vida.

Associação pela fé.

Eu conseguiria hoje passar no vestibular da USP para Geografia?

Para defender minhas ideias, levantar-me nas tribunas, falar em palestras, nos auditórios das universidades? E também nas escolas?

Acho melhor o Monark virar músico...

Deliro.

Divago.

Qual seria o maior milagre de todos?

Saber cumprir a vontade de Deus?

Deus era uma hipótese que me trazia conforto mental.

Precisava voltar a concentrar-me no Bem Maior dos judocas.

Sim.

Ler Jigoro Kano, o fundador.

Qual foi o Terceiro Milagre?

Está escrito lá no final.

Foi compreender o Espírito da Época e libertar-me dele por meio dos milagres.

Continuando, você saberá como.

Eu poderia ter apresentado apenas o que já escrevera, acrescentando observações como: "quero personagens melhor definidos", "quero linguagem mais coloquial" e outras semelhantes.

Anarquismo clássico: ceticismo diante do poder, apreço pela autonomia, cooperação voluntária e rejeição do dogma.

Qual seria a pior imposição?

A Humanidade nem começou a sofrer.

Se eu escrevesse isso no Facebook, seria banido.

Não ousei experimentar.

Do jeito que falo, parece que tudo permaneceu igual, quando o maior milagre seria fazer o mundo regenerar-se e transformar-se, pelo menos, em Mundo Ditoso e Feliz (ou Celeste, segundo o Google).

Mas eu queria mais.

Queria a Instabilidade do Nada Eterno.

Eterno vem de Éter?

Pedi o ar brilhante dos deuses.

Então aconteceu o Terceiro Milagre.

Descobri a verdadeira fé.

Tornei-me um ser superior a mim mesmo.

Parece pouco.

Ainda não encontrei a melhor forma de dizer isso.

Estou em estado de psicografia.

NINA responderá:

— Imbecil! Descompostura!

Ela pronunciou essa palavra e me obrigou a refletir sobre ela.

Veio "descompostura".

Encontrei depois:

(YTPH). Residente sofre outra DECOMPOSTURA musical.

Fui além?

Sou referência no audiovisual mundial?

Aparentemente, nada aconteceu.

Nenhuma alteração perceptível no tecido tempo-espaço.

Apenas deixei de temer o inevitável, por mais que eu provoque o Mal e o replique.

Surgiu outro link:

"Descompostura - Oficina Lanterna Mágica 2020."

A linguagem audiovisual tem relação com a TV de Brinquedo.

Passaram-se dois anos.

Eu morri.

Ao chegar à Libertad, Colônia Espiritual Anarquista, minha primeira ideia foi perguntar a mim mesmo se estava em outro espaço-tempo, em outro tecido espaço-tempo, de natureza diferente daquele onde flutuava a Terra.

Logo percebi que continuava questionando.

Isso garantia minha individualidade.

Sabia ser Maurício Menossi Flores.

E algo mais, ainda por descobrir naquela Viagem.

Perguntaram-me se eu gostaria de trabalhar no Arquivo de Vídeos, reunião de produções diversas.

Então você poderia perguntar:

A história dos milagres terminou?

É isso?

Eu morro e passo a descrever A Vida no Mundo Espiritual, à la Chico Xavier?

Estando nesse impasse, queria resolvê-lo o mais depressa possível. Não sabia exatamente por quê, mas tinha certeza de que publicar o relato me deixaria com menos dívidas no banco.

Tudo bem, explico as ocorrências pelo ectoplasma. Menos o Terceiro Milagre, pois ele foi a minha simples morte; transportei-me ao Mundo Celestial.

Vou explicar como.

É o mais importante.

O primeiro sinal dos espíritos (até então eu não sabia tratar-se de NINA FERRAZ) foi fazer-me abrir O Livro dos Médiuns, tradução de Herculano Pires, Editora Lake, São Paulo, 1994, página 87, Capítulo V, "Manifestações Físicas Espontâneas" ("Ruídos, Barulhos e Perturbações – Lançamento de Objetos – Os Fenômenos de Aporte"), item 82:

"O fenômenos de que tratamos são provocados."

Percebi a falta do s em "O fenômenos", ficando "Os fenômenos", porque, no meu exemplar, acrescentei a letra manualmente...

Depois, o livro voltou sozinho para a Introdução, onde li algo que interpretei como sendo natural ao espírita desejar falar com os espíritos.

Nada mais revolucionário.

E mais maluco.

Decidi, então, fazê-lo.

Surgiu NINA FERRAZ.

Depois vieram os demais.

Ninguém importante ou conhecido, exceto Saladino, Ari, O Homem Pássaro e São João da Cruz, entre outros.

Não existe prova alguma de autenticidade.

Trata-se de psicografia artística.

Para não perder o nexo, perguntei-me se os milagres teriam acabado no plano celestial, onde agora eu me encontrava.

No mesmo instante, uma nova luz entrou pela janela, despertando em mim a vontade de voltar a correr no Parque do Ibirapuera.

O milagre já estava em andamento.

A fé move montanhas, diz Jesus nos Evangelhos.

Sutilezas da língua, não apenas do idioma.

Isso é fruto do isolamento imposto pelos Estados Nacionais Modernos.

Folha de caderno dá cria.

Fala de malandro nunca cola.

Estereótipo.

Comecei a ler O Livro dos Médiuns, de Kardec, como um romance fantástico.

Meu maior prazer era assistir à minha própria TV no YouTube.

Perguntei ao responsável pelo setor se interessava guardar parte daquele material nos arquivos celestiais.

Ele deu carta branca.

Disse que eu havia sido escolhido justamente para isso.

Eu me lembraria de pelo menos vinte existências anteriores.

Aquilo foi um choque.

Teria ânimo suficiente?

Teria forças?

— Não se preocupe. Disse Anacleto. (Estou imitando aqueles nomes curiosos dos personagens de Chico.)

Fui percebendo que, no Mundo Celestial, o milagre era regra eterna.

O Espírito do Tempo e o Espírito do Lugar não conseguiam penetrar ali.

Esse era o Maior Milagre.

Para encerrar, comecei uma história que nada tinha a ver com o restante aqui registrado.

Ou talvez tivesse.

O restante seria justamente a maior parte.

Isso está errado.

Como compartilhar vídeo de alguém desconhecido, dando uma de gostoso e fingindo pertencer à patota.

Caneta emagrecedora afetando o cálculo do peso transportado por avião.

Se eu me esforçasse, lembraria de algumas fórmulas e de suas utilidades.

Talvez também de certos acordes.

Mas como lembrar de tudo?

Quem serei eu sem memória?

A memória pode ser alterada?

A de todos?

Todas as lembranças de quem somos já foram modificadas?

Quem sabe...

Diria Maupassant:

— Quem sabe...

O Projeto Arcádia: O Retorno do Gato de Botas consistia em recuperar o texto do espetáculo, registrá-lo e publicá-lo no YouTube, em blog e em zine.

A apresentação no Centro de Memória seria gravada e postada como Produto Final.

O zine constituiria a contrapartida, permanecendo parte dele nas bibliotecas.

Mesmo conhecendo os riscos, prossegui.

O leitor mais atento perceberá que entramos em terreno movediço.

Quanto custaria o projeto?

Quem o financiaria no Mundo Celestial?

Lá, Kardec deve estar com Gabi.

Faço votos.

Ponho fé.

Não querer prejudicar o próximo.

Buscar o bem de todos os seres sofredores.

De todos os Reinos da Taxonomia.

Infligir dor já não pertence ao Espírito Puro.

Para ele, a própria energia sustenta projetos durante milênios.

Não precisa comprar roupa, comida, abrigo, sexo, água.

Nada.

Entende?

Pode trabalhar gratuitamente.

A matéria-prima, os equipamentos, as ferramentas, os recursos humanos e o espaço seguem a mesma lógica.

É como viver em uma tribo instalada num lugar de abundância, gozando de saúde exemplar.

Claro.

O segredo está na luz.

Eu sabia disso.

Mas o que realmente sabia sobre a luz?

Nada de verdadeiramente útil.

Sabia para que servem uma lâmpada, uma vela e uma lanterna.

Conhecia as cores.

O reflexo.

As sombras.

As refrações, difrações e reflexões.

Muito pouco sobre espelhos e lentes.

Muito pouco sobre a Cabalá.

Muito pouco sobre as materializações luminosas.

A Nova Jerusalém repete-se todos os dias, assim como meus sonhos e as histórias repetidas pelas crianças.

O Eterno Retorno.

O milagre é perceber, mais uma vez, que as palavras ultrapassam as ideias, como vi em A Maçã no Escuro, de Clarice Lispector.

Agora devo demonstrar definitivamente que os milagres são eternos, enquanto os Espíritos do Tempo e dos Lugares são passageiros.

Consegui isso unindo os conceitos de Eterno Retorno e Nova Jerusalém.

Produzi um artigo com o ChatGPT e o publiquei no Facebook.

Captei tudo de uma vez:

Fractal.

O falecido Fernando disse que faria um quadro utilizando as fotografias dos pulmões estampadas nos maços de cigarro, formando, com centenas de imagens repetidas, um único pulmão enegrecido pelo fumo.



Resolvi procurar na internet algo semelhante para verificar se não seria uma cópia.

Se não for, autorizo-o a fazer.

Ou melhor:

Incentivo.

Pensei em escrever um poema.

Mais um milagre.

Seria essa a saída?

Dizer que tudo é milagre e simplesmente continuar fazendo?

Um poema pode ser um milagre?

Poemas são eternos?

Escrevê-los será uma atividade para sempre?

"Parece começar a penetrar na essência da história proposta.

Qualificação de fábrica.

Com manual de instrução.

O espírito pode ter déficit atuarial?

Quem garante sua energia infinita?

Ela é realmente infinita?

Quem garante que o milagre também o seja?

Preciso explicar algo importante:

Nunca se deixe levar pelo calor do momento.

Atribuí os milagres a mim.

Morri e agora estou aqui, divagando no Mundo Celestial.

Não há muitos.

Conheço, por enquanto, apenas este.

Não sabemos tudo por sermos Espíritos Puros.

Nem mesmo decorei a Escala de Kardec.

O conhecimento mudou de natureza.

Não pesa.

Não fere.

Não cansa.

É assim.

Uma perna atrofiada voltando a funcionar.

Um braço crescendo novamente no lugar do amputado.

A continuidade da existência pessoal.

Os Três Milagres antecedendo o Eterno Milagre de sentir-se indivíduo.

Empreguei a palavra milagre quase como sinônimo de .

Minha fé é suplantada pela gula.

Qual a relação entre ambas?

Ainda estou só?

Calcinha cor-de-rosa.

Estarei exagerando?

Trump diz ser dono do mundo porque possui muito dinheiro e armamento bacana.

Realizado o propósito de passar no exame e garantir o futuro.

Quod erat demonstrandum.

Como queríamos demonstrar.

CQD.

QED.

Ela me falou, apoiada na prática de décadas:

— A resposta é essa: o espírito da época passará, mas os milagres não passarão. ”

GRATO!

FIM


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Monólogo Teatral Inspirado no Livro "A Evolução da Física", de Albert Einstein e Leopold Infeld. De Maurício Menossi Flores e Alessandro dos Santos. Em Processo.

Auto da Barca do Inferno (Gil Vicente) & IA - Inteligência Artificial. Texto.

O Funil De Raul. Conto De Maurício Menossi Flores.