Monólogo Teatral Inspirado no Livro "A Evolução da Física", de Albert Einstein e Leopold Infeld. De Maurício Menossi Flores e Alessandro dos Santos. Em Processo.
A Evolução da Física: Deus Não Joga Dados
(Em processo)
PERSONAGEM: ALBERT EINSTEIN (59 anos de idade): Cabelos desgrenhados, suéter cinzento sobre a camisa com a gola mal arrumada. Revela o cansaço dos anos e o peso das preocupações mundiais, mas mantém o brilho da curiosidade no olhar. Fumando seu cachimbo.
CENÁRIO: O escritório de Einstein em Princeton, 1938. Uma escrivaninha de madeira com baixa pilha de papéis em branco, um envelope para cartas e uma caneta BIC (A caneta esferográfica foi patenteada em 1938. Esse e outros anacronismos e recursos serão utilizados para a quebra da "quarta parede".). Sobre a mesa, destaca-se uma misteriosa caixa preta e um controle remoto. Em um canto do cenário, de forma quase surrealista e anacrônica, funcionando como uma representação visual do futuro, há uma TV acoplada a um DVD player (o controle remoto é dele).
[CENA ÚNICA]
(A TV está ligada.
O DVD player roda um disco com, primeiramente, o ator executando uma peça
musical (voz e violão).)
(Einstein entra lentamente no escritório, com seu cachimbo. Senta-se à escrivaninha. Ouve-se uma voz em off, calorosa e reflexiva — como se ouvisse a voz de Leopold Infeld lendo a sua carta. Enquanto a voz ecoa, o ator em cena executa a escrita com movimentos precisos, reagindo fisicamente às memórias que evoca.)
EINSTEIN (VOZ EM OFF)
Prezado Leopold Infeld, sua última carta me comoveu. A sua situação como judeu e como físico é bastante delicada...
Se falarmos como investigadores, não como sacerdotes da Matemática,
conseguiremos mostrar ao público de estudantes e, principalmente, aos
autodidatas, os quais sempre apreciei, por que a Física é uma religião cósmica.
Escrevi eu, em outra oportunidade, acreditar no Deus do filósofo Spinoza, ou
seja, Deus como Natureza.
(Einstein faz uma
pausa na escrita, olhando para o vazio.)
Espero dias mais sombrios ainda, mas sem a mesma felicidade de quando ia, de bicicleta, ver minha querida Mileva. Ansioso, olhava o relógio a cada cinco minutos. Na ida, o tempo arrastava-se como um velho bêbado pelas pedras. Quando estava com ela, velejando nos lagos alpinos em torno de Zurique, o tempo parecia um coelho assustado correndo.
(Na TV, aparecem imagens de Einstein com Mileva, sua primeira esposa.)
(Um sorriso amargo cruza o rosto de Einstein.)
E a espera pelo resultado do Prêmio Nobel? Como foi torturante! Tudo por ignorância e por preconceito! Philipp Lenard, prêmio Nobel de 1905, não chamava a Teoria da Relatividade de "ciência judaica"? Finalmente, em 1921 recebi o sonhado prêmio, mas não pelo meu maior feito e, sim, pelo efeito fotoelétrico. Mas o Prêmio Nobel era apenas mais uma variável aleatória de um mundo que insiste em nos negar a razão através da política.
(Einstein endireita a postura, focado no papel.)
Estamos em 1938. As ideias de um homem com quase sessenta anos de idade não são as mesmas de um de trinta, quarenta ou cinquenta anos. Nossas lembranças passam a ter o colorido ou o embotamento do momento. Escrever o livro que estamos estruturando juntos é exercitar o pensamento. O nosso cérebro é um laboratório complexo do qual saem maravilhas através de uma simples caneta.
Mas o que exatamente é o pensamento?
(Einstein fecha os olhos por um instante, como se recitasse um tratado interno.)
"Quando na percepção das impressões sensoriais emergem figuras da memória, isso ainda não é "pensar". E quando esses quadros formam sequências, cada membro criando o outro, isso também não é "pensar". Porém, quando uma certa figura aparece em várias sequências, nesse caso — precisamente devido a essa recorrência — torna-se um elemento de organização, no sentido de unir sequências que por si mesmas não se relacionam entre si. Esse elemento vem a ser um instrumento, um conceito. Creio que a transição da livre associação ou "sonho" para o pensamento caracteriza-se pelo papel mais ou menos importante representado pelo conceito. Não é de modo algum necessário que o conceito esteja ligado a um signo que possa ser reconhecido e reproduzido pelos sentidos — a palavra —, mas, quando isso se dá, o pensamento torna-se, por esse meio, capaz de ser comunicado". (Livro Notas Autobiográficas, Einstein, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1982).
A ciência pode ser comparada a um romance policial. E a primeira pista estava justamente no movimento e na mudança de velocidade provocada por uma força. Galileu, vencendo a autoridade que Aristóteles manteve por séculos, mostrou que a intuição pura estava errada: uma moeda e uma pena caem ao mesmo tempo quando a resistência do ar é eliminada, pois todos os corpos em queda livre possuem a mesma aceleração gravitacional. Ela, a intuição, fora vencida pelo raciocínio científico, pelo pensamento!
(Desenha, em uma folha, uma moeda e uma pena caindo ao mesmo tempo. Observa o desenho de maneira que o público também possa ver.)
FIGURA 1
(Ele se levanta,
entusiasmado com a própria linha de raciocínio.)
EINSTEIN (SEM VOZ EM OFF, VOZ DO PRÓPRIO ATOR EM CENA)
(A voz em off silencia temporariamente. Einstein assume a fala ao vivo, direcionando-se sutilmente ao espaço ao redor, como se Leopold Infeld estivesse do outro lado da sala.)
(Einstein caminha pelo escritório, gesticulando com o cachimbo na mão.)
Algumas gerações mais tarde, Newton formularia a lei da inércia: "Todo corpo permanece em seu estado de repouso, ou de movimento uniforme em linha reta, se não for obrigado a mudar de estado por forças nele aplicadas". Algo só possível de constatar através de uma experiência idealizada. Sim! Experiências idealizadas, aquelas que só existem através do pensamento.... Afinal, a imaginação é mais importante que o conhecimento!
EINSTEIN (VOZ EM OFF)
(Einstein senta-se.)
Dessa maneira, uma força mudaria a velocidade de um corpo, acelerando-o ou desacelerando-o. Contudo, não poderíamos nos contentar somente com o movimento retilíneo. A Lua, a Terra, os planetas do nosso sistema solar... Todos têm movimentos curvilíneos.
Nesse caso, a ação de uma força externa modifica não só a velocidade do
corpo, mas também a sua direção. Daí a generalização introduzida na Física pelo
conceito de vetores. A velocidade passa a ter módulo, direção e sentido,
trazendo vantagens tremendas na linguagem própria da ciência.
(Põe-se a desenhar e observar o novo desenho da mesma maneira de antes.)
FIGURA 2
O movimento de Mercúrio apresentava uma
pequena discrepância que desafiava a fantasmagórica gravidade de Newton, agindo
instantaneamente à distância, de maneira mágica! Quando mais perto do Sol, Mercúrio
avança 43 segundos de arco por século em sua trajetória. Que força provocaria
isso?
(Desenha e observa o novo desenho.)
FIGURA 3
Ørsted descobriu que uma corrente elétrica desviava a agulha de uma bússola.
Eletricidade e magnetismo estavam conectados! Isso abriu caminho para toda a
eletrodinâmica. Maxwell reuniu essas descobertas em um único conjunto de
equações primorosas.
(Desenha e observa o novo desenho.)
FIGURA 4
Elas mostravam que campos elétricos e magnéticos podiam se propagar como
ondas que viajam exatamente na velocidade da luz. A conclusão foi
revolucionária: a luz é uma onda eletromagnética! Na verdade, sabemos que ela se manifesta como onda e como partícula.
Temos que considerar, nessa altura dos acontecimentos, a ideia de campo. É bastante fácil de entender: as linhas de campo são uma representação visual; onde elas aparecem mais densas, o campo é mais intenso.
(Desenha e observa...)
FIGURA 5
Mas em relação a que essa onda se move? Os físicos imaginaram o éter
luminífero, um meio invisível que preencheria o vácuo.
(Einstein pega um dos papéis e começa a desenhar firmemente com a caneta.)
(Mostra o desenho simplificado da experiência de Michelson e Morley.)
FIGURA 6
Michelson e Morley tentaram detectar o movimento da Terra através desse
éter. Mas o resultado foi chocante: não
foi detectada qualquer variação da velocidade da luz associada ao movimento da
Terra através do suposto éter. Uma enorme crise se instalou na física
clássica: as equações de Maxwell estavam corretas, os experimentos também, mas
a mecânica newtoniana não conseguia digerir o resultado.
(Desenha e observa.)
FIGURA 7
Agora, veja isto (mostrando o desenho). Um homem com uma lanterna,
dentro de um trem. A luz viaja sempre
na mesma velocidade no vácuo, para todos os observadores inerciais, mesmo se
você correr atrás dela! Para que a velocidade da luz permaneça a mesma
para todos os observadores, o espaço e o tempo não podem ser absolutos. O tempo
pode se dilatar, o espaço pode se contrair e a simultaneidade passa a depender
do referencial. Além disso, a
relatividade revela uma profunda conexão entre massa e energia. A equação E=mc² mostra que toda massa possui uma energia de repouso equivalente,
demonstrando que a inércia de um corpo depende de seu conteúdo energético.
Em 1905, propus a Relatividade Restrita. Parti de duas premissas simples: as leis da física são as mesmas para todos os observadores em movimento uniforme e a velocidade da luz no vácuo é uma constante universal.
(Einstein começa a desenhar novamente em outra folha de papel.)
FIGURA 8
Veja este esboço, Leopold... O remador vê seu barco como imóvel, mas
para o observador na margem, ele se move. Os referenciais são um dos conceitos
fundamentais da física, pois permitem descrever como diferentes observadores percebem
e medem os fenômenos naturais.
Em 1915, na Relatividade Geral, expandi o conceito: a gravidade não é mais uma força de atração mecânica, mas a própria curvatura do tecido do espaço-tempo causada pela presença de massa e energia.
(Faz o desenho da cama elástica com uma massa deformando-a e mostra o desenho para o público ao mesmo tempo que o observa.)
FIGURA 9
Uma pista fundamental, que ninguém notou durante trezentos anos,
ressurge: a massa. A aceleração de um
corpo em queda aumenta proporcionalmente à sua massa gravitacional e diminui
proporcionalmente à sua massa inercial. Como todos os corpos em queda livre têm
a mesma aceleração num mesmo campo gravitacional, as duas massas mostram-se
equivalentes! Senti minha alma fora do corpo e não pude dormir à noite
toda no dia em que fiz a experiência mental do homem dentro do elevador
acelerando para cima e entendi isso.
(Desenha a experiência do elevador em uma folha de papel. Posiciona-se de maneira a mostrar o papel para o público.)
FIGURA 10
Veja esse esboço...
Um elevador acelera para cima, sem o observador interno perceber. Um raio de luz entra por um lado e sai um pouco abaixo do outro lado, como se uma força o curvasse!
O que para Newton era mera coincidência, para mi era a chave do cosmos!
(Retomando um tom mais reflexivo.)
O universo deixou de ser um relógio rígido e passou a ser geométrico, dinâmico.
(Einstein deixa os papéis de lado. Seu semblante escurece. Ele fita o vazio.)
E, assim, querido Leopoldo, passamos à Mecânica Quântica, último capítulo do livro que estamos escrevendo juntos...
Podemos comparar os quanta a uma corda de violino que só produz determinados harmônicos: assim como a corda não vibra em qualquer frequência, muitos sistemas quânticos só podem assumir certos níveis discretos de energia. A analogia não é perfeita, pois os harmônicos vêm de ondas clássicas contínuas, mas ajuda a visualizar a natureza discreta da quantização. Foi nesse território microscópico que Werner Heisenberg ergueu o Princípio da Incerteza, sentenciando que é impossível determinar, simultaneamente e com precisão absoluta, a posição e o momento de uma partícula.
(Novamente, põe-se a desenhar e observar o novo.)
FIGURA 11
(Einstein levanta-se, caminha até o canto da sala e apanha seu violino.
Ele toca algumas notas melancólicas, que ecoam de forma reflexiva pelo espaço.
Ele abaixa o instrumento, mas não o guarda.)
EINSTEIN (SEM VOZ EM OFF, VOZ DO PRÓPRIO ATOR EM CENA)
Nunca aceitei que a incerteza fosse um elemento fundamental da natureza. Escrever esse livro com você, Leopold, me obriga a aceitar que a física moderna se equilibra perigosamente entre o determinismo clássico e a probabilidade quântica. A cada página que escrevemos, sinto que estamos dando corda ao relógio do mundo, do qual podemos deduzir o mecanismo, mas nunca o comprovar por completo, pois jamais poderemos abrir o relógio para olhar suas engrenagens ocultas.
(Ele caminha de volta à mesa. O tom de sua voz ganha um peso histórico e angustiante.)
EINSTEIN (VOZ EM OFF)
Contudo... o que era a ansiedade com o Nobel, ou a pressa para ver a mulher amada, comparadas à angústia que sentimos na iminência de uma guerra de proporções nunca vistas? A anexação da Áustria pela Alemanha e a Crise dos Sudetos mostram que a expansão de Hitler não conhece limites. E agora, na Alemanha, Otto Hahn e Fritz Strassmann detectaram o bário após bombardear o urânio com nêutrons... Lise Meitner e Otto Frisch acabaram de decifrar o mistério no exílio: é a fissão do urânio! Um processo nuclear que parte o átomo e liberta uma quantidade assustadora de energia. Essa descoberta me assombra o espírito, Leopold. Isso poderá pavimentar o caminho para a criação de armas de destruição em massa.
(Einstein faz uma pausa, como se estivesse visualizando as imagens. Aparecem na TV imagens desses eventos. Einstein continua a escrever.)
O nazismo está consolidado. A brutalidade da Noite dos Cristais fixou um novo nível de horror. Aqui nos Estados Unidos, tenho usado cada grama da minha influência para ajudar cientistas e intelectuais judeus a escaparem da Europa. Apesar de acreditar que Deus não joga dados com o universo, conheço bem a inconsistência dos homens... pois eu os testei. Aguardarei ansiosamente a sua resposta, meu caro Infeld. Espero que este nosso livro lhe traga algum amparo econômico e espiritual.
Seu,
Albert Einstein.
EINSTEIN (SEM VOZ EM OFF, VOZ DO PRÓPRIO ATOR EM CENA)
(A voz em off silencia em definitivo. O silêncio no palco é denso. Einstein dobra a carta com precisão e a insere em um envelope. Ele se levanta e caminha até a misteriosa caixa preta sobre a mesa.)
(Einstein abre a tampa da caixa preta. No momento em que a abre, revela-se um mecanismo cênico exposto: uma bobina com um arame em forma de agulha magnética. Einstein aciona a bobina; a agulha se move e empurra uma pequena alavanca metálica. Esta alavanca, por sua vez, pressiona o botão de um controle remoto. Trata-se de uma reação em cadeia perfeitamente visível para o público.)
(Imediatamente, a tela da TV instalada no cenário se acende com um estalo estático. Imagens reais e impactantes de uma explosão de bomba atômica preenchem o palco com um clarão pálido. O som do impacto ecoa no teatro e, logo em seguida, a tela cai em total escuridão. Imagens de plantas e de animais em ambiente urbano aparecem por 2 min. Einstein fica de lado, hipnotizado pelas imagens.)
(Einstein caminha lentamente até a boca do palco, banhado por uma iluminação dramática. Ele olha diretamente nos olhos do público.)
Deus não joga dados com o universo, mas o Homem, sim.
(Einstein leva o cachimbo à boca, solta uma última e densa baforada de fumaça. Ele se vira de costas e sai de cena, tocando uma melodia solitária em seu violino.)
(O ator retorna para o agradecimento final.)
FIM
Guia
Tudo começa com a pena e a moeda caindo juntas. Galileu mostrou que, no vácuo, todos os corpos caem com a mesma aceleração, independentemente de sua massa. Esse resultado sugere uma profunda equivalência entre massa inercial e massa gravitacional, ideia que mais tarde seria fundamental para Einstein. Para descrever o movimento, a física desenvolveu o conceito de vetor, pois grandezas como força, velocidade e aceleração possuem módulo, direção e sentido. Com essas ferramentas, Newton formulou as leis que explicam desde a queda dos corpos até o movimento dos planetas. Durante séculos, a mecânica newtoniana funcionou com enorme precisão. Porém, surgiu uma exceção: a órbita de Mercúrio apresentava um avanço do periélio de cerca de 43 segundos de arco por século além do previsto. Esse problema permaneceu sem solução até o início do século XX. Enquanto isso, experimentos e descobertas no eletromagnetismo transformavam a física. Oersted mostrou que correntes elétricas produzem campos magnéticos, e Faraday revelou a relação inversa entre campos magnéticos e correntes induzidas. Maxwell unificou esses fenômenos em um conjunto de equações que descreve a eletricidade, o magnetismo e a própria luz como ondas eletromagnéticas. Se a luz era uma onda, parecia natural supor que precisasse de um meio para se propagar: o éter. Para detectá-lo, Michelson e Morley construíram um interferômetro extremamente sensível. O resultado foi surpreendente: nenhuma evidência do éter apareceu. A velocidade da luz mostrou-se a mesma em todas as direções. Esse resultado inspirou a Relatividade Restrita. Considere um trem em movimento e um observador dentro dele apontando uma lanterna para a frente. Tanto o observador interno quanto o externo medem a mesma velocidade para a luz. Para que isso seja possível, espaço e tempo não podem ser absolutos: intervalos de tempo e distâncias dependem do estado de movimento do observador. A noção de referenciais já era conhecida em situações cotidianas. Para o remador, o barco pode estar em repouso; para quem observa da margem, ele está em movimento. Na física clássica, entretanto, ambos concordam sobre a passagem do tempo. A Relatividade Restrita mostra que essa concordância deixa de ser exata em velocidades muito elevadas. Einstein deu um passo além com o Princípio da Equivalência. Imagine um elevador acelerando para cima enquanto um feixe de luz entra horizontalmente por uma abertura lateral. Para quem está dentro, a luz parecerá seguir uma trajetória curva. Einstein concluiu que os efeitos de uma aceleração uniforme são localmente indistinguíveis dos efeitos da gravidade. Essa ideia levou à Relatividade Geral. Nela, a gravidade não é uma força no sentido newtoniano, mas uma manifestação da curvatura do espaço-tempo produzida pela massa e pela energia. Objetos e até a luz seguem os caminhos determinados por essa geometria curva. A teoria explicou naturalmente o avanço do periélio de Mercúrio e previu diversos fenômenos posteriormente observados. Paralelamente, outra revolução surgia no mundo microscópico. Assim como uma corda de violino só pode vibrar em determinados modos harmônicos, os elétrons nos átomos só podem ocupar estados de energia específicos. Quando um elétron passa de um estado mais energético para outro menos energético, ele emite um fóton: um pacote discreto de energia. Essa quantização marcou o nascimento da mecânica quântica e revelou que, na natureza, nem toda energia varia de forma contínua. Mais adiante, Werner Heisenberg estabeleceria o Princípio da Incerteza, demonstrando que existem limites fundamentais para a precisão com que podemos medir simultaneamente certas propriedades de uma partícula, como sua posição e seu momento.
TRILHA SONORA DO MONÓLOGO (EM PROCESSO).
OBRAS UTILIZADAS:













Comentários
Postar um comentário