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Psicografia: Chico Xavier, O Médium, E Issac Luria, O Cabalista. Conto De Maurício Menossi Flores.

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  Psicografia: Chico Xavier, O Médium, E Issac Luria, O Cabalista.   (Em processo, sem revisão.) Um conto de ficção histórica sobre Isaac Luria, a revelação dos mestres e a psicografia de Chico Xavier. Safed, Galileia, 1570 — Pedro Leopoldo, Minas Gerais, 1932 — um lugar além do tempo. Há conhecimentos que não chegam pela porta dos livros. Aproximam-se durante a noite, quando o corpo repousa e a consciência parece afastar-se das preocupações do mundo; manifestam-se como uma voz sem som, uma lembrança que não pertence à memória ou uma frase que surge inteira, antes mesmo de o pensamento encontrar palavras para construí-la. Pelo menos, era assim que os antigos místicos descreviam certas experiências. Séculos depois, os espíritas lhes dariam outros nomes. Entre esses dois universos, tão distantes na geografia e tão próximos na imaginação, existia uma ponte que nenhum mapa poderia registrar. Numa extremidade dessa ponte estava Rabi Isaac Luria, o Arizal, mestre da Caba...

Cabalá E Zohar: O Manuscrito De Ávila. Conto De Maurício Menossi Flores.

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  Cabalá E Zohar: O Manuscrito De Ávila. (Em processo, sem revisão.)   Castela, inverno de 1305. Moisés ben Shem-Tov de Leão morreu pobre. Tão pobre que não teve nem lápide. Tinha 65 anos. Os três dias de agonia foram numa estalagem em Arévalo, voltando de Valladolid, com febre. No quarto frio, ele queimou muitos papéis antes de morrer. Em Ávila, sua viúva e sua filha ficaram com as dívidas dos copistas. Foi nessa casa que, semanas depois, bateu Isaac ben Samuel de Acre.Isaac era o oposto de Moisés. Jovem, rico, discípulo de Nachmânides em Israel, tinha vindo para a Espanha para fugir da destruição de Acre pelos mamelucos em 1291. Ele era um caçador de manuscritos. E ele desconfiava. Todo mundo em Castela falava da mesma coisa há 20 anos: Moisés de Leão, o copista faminto de Guadalajara, de repente tinha começado a tirar do bolso, caderno por caderno, um livro impossível. Um livro em aramaico, como nos tempos da Galileia. Que dizia ser o Midrash secreto de Rabi Shimon ...

A Água, O Morto E Os Lugares Perdidos. Conto De Maurício Menossi Flores.

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  A Água, O Morto E Os Lugares Perdidos.   O carro era velho, de um modelo que parecia ter sobrevivido a uma época em que as coisas eram feitas para durar, ainda que à custa de muito ruído, fumaça e teimosia. A pintura, outrora de um azul escuro, descascava nas bordas, deixando aparecer manchas de ferrugem nas portas e nos para-lamas. O motor vibrava mesmo quando estava desligado, como se conservasse dentro de si uma inquietação que não lhe permitia repousar. Meu amigo dirigia havia algum tempo sem dizer palavra. Eu, sentado ao lado dele, olhava a cidade passar pela janela, atento às fachadas antigas, às marquises encardidas, às portas de aço abaixadas e aos homens que, naquela hora, começavam a ocupar as calçadas do Centro de São Paulo. Era uma manhã sem qualquer particularidade aparente. O céu estava coberto por uma camada uniforme de nuvens, e a luz, filtrada pela poluição, dava aos edifícios uma tonalidade amarelada, quase doentia. Os primeiros ônibus já circulavam p...