Xântipe, A Mulher De Sócrates, O Filósofo. Monólogo Teatral e Teleteatro de Maurício Menossi Flores.
XÂNTIPE, A MULHER DE SÓCRATES, O FILÓSOFO. Monólogo teatral e teleteatro em processo. Xântipe n a porta de sua casa e de Sócrates, com Menexeno no colo, sendo amentado... Esse homem! Esse meu homem... (Falando para si mesma, vendo Sócrates desaparecer em uma esquina.) De manhã ele sai descalço, sem nem olhar se tem pão em casa. Eu grito: “Sócrates, o azeite acabou, o menino precisa de sandália! ” E ele me responde: “Xântipe, o que é o azeite diante da alma? ” A alma não enche barriga, Sócrates! E não me venham dizer que isso é falta de compreensão da filosofia. Eu compreendo muito bem a filosofia dele. O que eu não compreendo é como um homem pode passar a vida inteira perguntando o que é a justiça sem perceber que a primeira injustiça pode estar dentro da própria casa. A cidade inteira é uma maravilha! Atenas! A glória dos gregos! A democracia! Os cidadãos se reúnem, discutem, votam, decidem os destinos da pólis. Os homens falam sobre a liberdade, a vi...