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Esquete Teatral: Zé Grosso e Miss Jane — Sessão de Materialização (Amuletos).

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  Esquete Teatral: Zé Grosso e Miss Jane — Sessão de Materialização (Amuletos). Em uma sala de apartamento comum. O médium, com o celular, realiza uma panorâmica, indo de uma imagem do sinal “positivo”, colocada sobre uma pilha de livros, até uma escultura da “Mão Negra”, com os dizeres “Fé Tenha”, dispostas também sobre pilhas de livros. Ele dirige-se à porta para atender, como se alguém esperado tivesse acabado de chegar. Fala para uma presença imaginária: — Boa noite, querida amiga professora. Sinta-se à vontade. De acordo com o que você me adiantou pelo WhatsApp, trata-se de um sofrimento causado por inveja alheia, com pessoas desejando o seu mal e armando intrigas. Já passei o seu caso para os espíritos Zé Grosso e Miss Jane. Agora, vou mudar a iluminação do ambiente. O médium vai até o interruptor e desliga a lâmpada branca. Em seguida, acende uma luminária com lâmpadas verdes. Retorna para perto da professora e diz: — Juntemos nossos pensamentos na oração do Pai-Nosso e da A...

O Funil De Raul. Conto De Maurício Menossi Flores.

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  O Funil De Raul.   Quero um conto bem desenvolvido no qual um artista multimídia cria uma IA - Inteligência Artificial, a qual consegue transformar infinita quantidade de energia, de qualquer objeto ou ser, através de um funil gigante pelo qual são introduzidos os objetos e os seres. Do outro lado do computador, sai a obra nova, com a energia do que entrou reorganizada. Assim, esse artista plástico entrou no computador através do funil gigante, juntamente com sua obra, a fim de recriar-se como produtor de sucesso, artista consagrado pelo público e pela crítica, satisfeito consigo mesmo, por ter, justamente criado a IA capaz do grande feito. Quero essa última frase analisada através da lógica avançada. O Funil do Infinito Ninguém sabia exatamente quando o trabalho de Raul deixou de ser arte e passou a ser outra coisa — algo entre ciência, obsessão e delírio. Ele próprio evitava nomear. Artista multimídia, Raul já havia experimentado tudo: instalações, videoarte, per...

O Suave Milagre Chinês. Conto de Maurício Menossi Flores.

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  O Suave Milagre Chinês. (Em processo, sem revisão.) “Esqueça o passado”, eu disse diante do espelho. Não era a primeira vez que eu me ordenava isso. Ajeitei o terço no pescoço e saí. Ia ao encontro da minha amada, no meu bar favorito, aquele mesmo, escondido como uma confidência no fim de um beco estreito, onde uma luz amarela insistia em não morrer. Aquela lâmpada parecia que iria durar mais do que eu próprio. Quantas vezes atravessaria o beco, de madrugada, bêbado, feliz, abraçado a ela, cantando fraquinho na sua orelha direita uma canção inventada. Ela se encolhia um pouco, inclinando o corpo, talvez incomodada com o meu bafo de champanha — ou talvez apenas para caber melhor dentro daquele instante. Em Paris, descolei aquele cantinho do céu. Não foi difícil — bastou subir alguns lances de escada num prédio antigo, sem elevador, onde o silêncio era acordo coletivo. Os poucos moradores eram discretos como sombras. Não havia portas batendo, discussões, música. Ali n...

O Corvo, De Edgar Allan Poe, E A Solidão: Conversas Com Entes Imaginários.

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  O Corvo, De Edgar Allan Poe, E A Solidão: Conversas Com Entes Imaginários.  Percebemos no poema O Corvo de Poe que o personagem faz do corvo um interlocutor em momento de grande solidão. Que outros personagens da literatura ou das artes em geral criaram personagens em momento de solidão para conversarem com esses personagens?   Essa percepção que você teve sobre O Corvo é muito rica — a criação de um “interlocutor” na solidão é um recurso recorrente nas artes, muitas vezes ligado à dor, ao luto, à loucura ou simplesmente à necessidade humana de diálogo. Aqui vão alguns exemplos fortes, em diferentes linguagens: Literatura 1. Dom Quixote No romance Dom Quixote, ele projeta sua visão do mundo sobre a realidade: moinhos viram gigantes, estalagens viram castelos. Embora Sancho Pança exista, Quixote cria interlocutores imaginários ao reinterpretar tudo ao seu redor — uma espécie de diálogo com a própria fantasia. 2. Robinson Crusoe Em Robinson Crusoe, antes d...

Tribo

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  Tribo (Conto-poema em processo, sem revisão.) Era uma tribo de índios, à beira da estrada. Foi ele mesmo quem disse tudo bem chamá-lo de índio. Passei a fazê-lo por descontração. Artesanato não precisa de robô aqui, neste espaço, propriamente dito. Uns param, outros passam direto. Alguns querem aprender as técnicas apenas por hobby . Turistas classe média querendo mostrar sensibilidade, valorizando o artesanato, a arte, a indústria. Os enormes tijolos utilizados nas construções eram fabricados na própria reserva subsidiada pelo governo.     A dívida social sendo paga com benefícios. De maneira legível. Anhembi mostrou o arco e flecha. Todo torto e envernizado. Coisa de gente tosta, algo caseiro e mal feito. Fizemos que não vimos e ele logo escondeu o objeto, meio sem jeito de encarar-nos novamente. Alcoolismo era comum. Solidão. Pouca conversa e crianças brincando com os cães. Automóveis servindo de loja. Lona. Toldo. Barraca. Fabricar barr...

O Grande Trauma Da Perda Da Inocência Infantil.

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  O Grande Trauma Da Perda Da Inocência Infantil. (Conto-poema, em processo, sem revisão.)   Uma alma, quando nasce, vive pouco na inocência infantil, por morrer tragicamente, devido ao descuido pelo desconhecimento congênito. Vou explicar, sem enrolar. A pedido do Rodrigo Dias. Veio em minha mente a imagem de criança passando por morte violenta. A ingenuidade a fez entrar pelo cano, literalmente. O desespero com a água inundando o duto de esgoto, no qual foi buscar bola ou cachorrinho (não sei) fez dele rato na ratoeira. Estava de camiseta vermelha e short branco. Calçava tênis preto e estava sem o inseparável boné de mané. Círculos e mais círculos concêntricos vieram envolvê-lo, a fim de conduzi-lo, pela Lei da Evolução, ao ideal estágio de desenvolvimento da percepção. A missão, sempre a missão... Equilíbrio na equivalência. O problema dos armários numerados de um a cem por pessoas portando números de um a cem, abrindo e fechando os armários, mante...

Silêncio Dos Passos. Conto-Poema: Em Processo, Sem Revisão. Nina Ferraz, Psicografia De Maurício Menossi Flores.

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  Silêncio Dos Passos. (Conto-poema: em processo, sem revisão.)   O caminhar sem fazer barulho é o apoiar-se primeiro no meio, onde fica a curva do pé. Depois, a força espalha-se pelos calcanhares e pelos peitos dos pés. Os artelhos não podem estar contraídos. Os joelhos não podem estar duros e o equilíbrio deve ser mantido. Estou experimentando. Tentando aprender com a prática no escuro, à noite. Ela está dormindo. Os espíritos imperfeitos neutros são os meus companheiros. Convenci-os, espero, de eu poder ser aliado nas causas deles, quando eu deixar o corpo de carne e osso. Todo corpo é físico. O espírito são as ideias abstratas. Equivaler-me ao infinito e ao eterno é o meu objetivo. Mas, feito um anorexo, caio no pessimismo. Vi autor de livro defendendo o cancelamento, dizendo ser corretivo. Dá até receita para descancelar-se. Agravo ao meu pensamento. Contudo, se não vejo neles equivalência de forma, devo propor-me aceitar-me como dive...