Tribo

 


Tribo

(Conto-poema em processo, sem revisão.)

Era uma tribo de índios, à beira da estrada. Foi ele mesmo quem disse tudo bem chamá-lo de índio. Passei a fazê-lo por descontração.

Artesanato não precisa de robô aqui, neste espaço, propriamente dito.

Uns param, outros passam direto.

Alguns querem aprender as técnicas apenas por hobby.

Turistas classe média querendo mostrar sensibilidade, valorizando o artesanato, a arte, a indústria.

Os enormes tijolos utilizados nas construções eram fabricados na própria reserva subsidiada pelo governo.   

A dívida social sendo paga com benefícios. De maneira legível.

Anhembi mostrou o arco e flecha. Todo torto e envernizado.

Coisa de gente tosta, algo caseiro e mal feito.

Fizemos que não vimos e ele logo escondeu o objeto, meio sem jeito de encarar-nos novamente.

Alcoolismo era comum. Solidão.

Pouca conversa e crianças brincando com os cães.

Automóveis servindo de loja. Lona. Toldo. Barraca.

Fabricar barracas?

Nem pensar...

O material que nos chega é de baixa qualidade. Só dá para fazer coisa barata.

Um pequeno espaço no móvel da sala de alguém meio alegre, pensando ter algum dinheiro para gastar com ilusões e fantasias sem grandes custos.

FIM

NINA FERRAZ, psicografia de Maurício Menossi Flores

São Paulo, 03/02/2026.

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