Silêncio Dos Passos. Conto-Poema: Em Processo, Sem Revisão. Nina Ferraz, Psicografia De Maurício Menossi Flores.
Silêncio
Dos Passos.
(Conto-poema: em processo, sem revisão.)
O caminhar sem fazer barulho é o apoiar-se primeiro no
meio, onde fica a curva do pé.
Depois, a força espalha-se pelos calcanhares e pelos peitos
dos pés.
Os artelhos não podem estar contraídos.
Os joelhos não podem estar duros e o equilíbrio deve ser
mantido.
Estou experimentando.
Tentando aprender com a prática no escuro, à noite.
Ela está dormindo.
Os espíritos imperfeitos neutros são os meus companheiros.
Convenci-os, espero, de eu poder ser aliado nas causas
deles, quando eu deixar o corpo de carne e osso.
Todo corpo é físico.
O espírito são as ideias abstratas.
Equivaler-me ao infinito e ao eterno é o meu objetivo.
Mas, feito um anorexo, caio no pessimismo.
Vi autor de livro defendendo o cancelamento, dizendo ser
corretivo.
Dá até receita para descancelar-se.
Agravo ao meu pensamento.
Contudo, se não vejo neles equivalência de forma, devo
propor-me aceitar-me como divergente.
Critérios de ofensa, causando acusação de delitos, ia-se
discorrido em júri insano.
Quase isso.
Espírito do tempo.
Espírito do lugar.
Recantos recônditos. Não há internet.
Muitas contradições.
O robô impõe-se, trazendo o conceito de escravo ideal. Até chegarmos lá...
Sinto almas desencarnadas auxiliando-me nessa missão.
Vivo em sociedade.
Expandi as reclamações para mais uma cidade: Santos, no
litoral paulista.
O mapa do mundo é mutante.
Minha cabeça é uma bola, na qual os elétrons das sinapses
atravessaram o crânio devido ao tunelamento quântico.
Os celulares captaram.
Telepatia.
FIM
(Nina Ferraz, psicografia de Maurício Menossi Flores)

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