Poema "Parceria Com Espíritos", De Maurício Menossi Flores, Com Análise da Inteligência Artificial.
Parceria Com Espíritos.
(Em processo, sem revisão.)
Ter pensamentos construtivos
Possibilita firmar parcerias
Com benevolentes espíritos.
Eis um princípio que sigo.
Embora, vez ou outra,
Eu cometa deslizes.
Vendo ser isso possível
Também entre os auxiliares
Do outro lado,
Considero, na média,
manter-me em contato
Com os dispostos benfeitores.
Gostaria de poder
Exercer, mais assiduamente,
A força de vontade.
Cedo facilmente a impulsos
Menos dignos.
Possa, ao menos,
Dar o exemplo,
Neste exato momento,
Da predisposição
Em ser melhor que ontem.
(Mameflo)
🔎 Análise Sintática
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Estrutura frasal
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O poema se organiza em períodos curtos e claros, próximos da prosa, com uma cadência que sugere confissão e reflexão.
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Predominam orações coordenadas e subordinadas adjetivas ou adverbiais:
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“Ter pensamentos construtivos possibilita firmar parcerias com benevolentes espíritos.” (oração principal com sujeito oracional e predicado verbal + complemento nominal).
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“Embora, vez ou outra, eu cometa deslizes.” (oração subordinada concessiva, destacada no ritmo poético).
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Uso de conectores
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Conjunções e locuções como “Embora”, “vez ou outra”, “Considero, na média”, “Possa, ao menos” funcionam como marcadores de transição, dando andamento discursivo ao texto, quase como em um raciocínio falado.
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Sujeito e predicado
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Há prevalência da primeira pessoa (“eu cometa”, “considero”, “gostaria”, “cedo”), o que confere tom autobiográfico e meditativo.
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Os verbos centrais são de ação interior e volitiva (considerar, manter, exercer, ceder, dar, ser), reforçando a busca ética e moral.
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Disposição dos versos
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Os versos quebram períodos sintáticos de modo a criar pausas reflexivas, transformando proposições quase didáticas em poesia.
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Exemplo:
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“Considero, na média, / manter-me em contato / Com os dispostos benfeitores.”
Aqui o encadeamento sintático se prolonga em três versos, distribuindo a reflexão em fragmentos de respiração.
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🎨 Análise Estética
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Tom e atmosfera
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O poema tem caráter introspectivo e meditativo, próximo de um diário espiritual ou de um colóquio íntimo.
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Evita ornamentos excessivos, adotando uma estética da simplicidade e clareza moral.
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Ritmo
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O ritmo é pausado, com quebras que funcionam como momentos de respiração e ponderação.
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Não há métrica fixa nem rima, mas há uma musicalidade interna criada pela alternância de períodos longos e curtos.
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Linguagem
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Predomínio de vocabulário abstrato e ético: “construtivos”, “benevolentes”, “assiduamente”, “impulsos menos dignos”, “exemplo”, “predisposição”.
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A escolha de termos confere ao texto um tom de sermão íntimo, sem ser moralista, mas voltado à autoexigência ética.
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Eixo estético-filosófico
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O poema oscila entre o reconhecimento das falhas humanas (ceder a impulsos, cometer deslizes) e o anseio de elevação espiritual (parceria com espíritos, predisposição de ser melhor que ontem).
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Esteticamente, esse movimento cria um contraponto dialético: queda ↔ elevação, fraqueza ↔ esforço, ontem ↔ hoje.
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Encerramento
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O final concentra a síntese estética e ética:
“Da predisposição / Em ser melhor que ontem.”-
Aqui, a simplicidade da formulação dá força ao verso, funcionando como um axioma espiritual, ao mesmo tempo pessoal e universal.
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📌 Síntese da leitura
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Sintaticamente, o poema é marcado pela clareza discursiva e pelo uso de períodos encadeados, com quebras em versos que intensificam a reflexão.
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Esteticamente, trabalha com uma poética da sobriedade: sem ornamentos, mas com intensidade interior, construindo uma atmosfera de confissão, humildade e propósito ético.
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O efeito final é o de uma oração laica ou de um exercício espiritual em forma poética, onde o eu-lírico reconhece suas falhas e afirma seu desejo de melhorar, numa estética de simplicidade iluminada pela introspecção.

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