O Vale de Anil. Conto de Maurício Menossi Flores e Inteligência Artificial.



Eu estava em uma fazenda. Havia mesa muito grande, na qual estavam bicos de mamadeiras e mamadeiras. Nessa fazenda havia só mulheres vestindo vestidos e túnicas azuis. Quando me aproximei da mesa, lembrei não ter filhos para dar mamadeira. Pensei: vão me mandar embora. Então disse: posso dar mamadeira para o filho de uma outra pessoa. As mulheres consentiram e me puseram em contato com jovem muito sorridente, bastante simpática e bonita. Ela apanhou uma tigela com alimentos vegetais picados e me levou até uma corrente de água para lavá-los. O nome desse lugar era Anil. Faça um conto com o fragmento de sonho exposto.

O ChatGPT disse:

Claro! Vou transformar esse fragmento do seu sonho em um conto literário, mantendo a atmosfera simbólica e um tom narrativo fluido:


O Vale de Anil.

Cheguei à fazenda como quem desperta num território sem dono. O céu, de um azul profundo, parecia se derramar sobre os campos e tingir tudo ao redor: até as mulheres, que se moviam em silêncio, trajavam vestidos e túnicas da mesma cor, como se fossem parte da paisagem.

No centro do terreiro havia uma mesa descomunal. Sobre ela, alinhados como em ritual, repousavam bicos de mamadeiras e mamadeiras inteiras, limpas, brilhando ao sol. Aproximando-me, senti o coração vacilar: não tinha filhos para alimentar, não tinha a quem oferecer o leite que não possuía. Um pensamento atravessou-me como lâmina: vão me mandar embora.

Mas antes que o medo me dominasse, arrisquei palavras:
— Posso dar mamadeira ao filho de outra pessoa.

As mulheres se entreolharam. Nenhuma falou, mas todas assentiram com gestos leves, como brisas que confirmam o rumo de um barco. E assim me conduziram até uma jovem.

Ela sorria com a luminosidade de quem nunca conheceu a sombra. Era simpática e bela de um modo sereno, como a manhã que não precisa provar nada a ninguém. Trouxe-me uma tigela cheia de alimentos vegetais, picados em pedaços miúdos, e me convidou a segui-la.

Andamos até onde corria uma corrente de água clara, que refletia o azul do céu como um espelho líquido. Ali, ela se inclinou e começou a lavar os vegetais. Eu a imitei, mergulhando as mãos na água fria, sentindo que cada folha e cada pedaço eram purificados por algo maior que nós.

— Este é o lugar de Anil — disse-me a jovem, sem deixar de sorrir.

O nome soou como um segredo antigo, como se designasse não apenas a fazenda, mas um estado de espírito, uma passagem. Em Anil, percebi, não se tratava de ter ou não filhos, mas de aprender a nutrir o que é de todos, o que circula entre mãos diferentes e corações diversos.

Enquanto a corrente cantava, senti que já não havia exclusão nem medo: havia apenas pertença.

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