O Prêmio do Ladrão, Conto de Maurício Menossi Flores e Inteligência Artificial. Em Processo, Sem Revisão.



O Prêmio do Ladrão.


Vinha subindo a rua onde fica a minha casa, na qual nasci e possuo até hoje, quando percebi um homem sendo atacado por morador de uma casa da própria rua e um outro homem. Corri para a minha casa e um dos atacantes, não sendo o morador da rua, homem magro e vestindo-se mal, correu atrás de mim. Em seguida, vi esse homem com algo nas mãos, parecendo um saco com objetos metálicos e dizendo que havia roubado aquilo na minha casa para ter uma espécie de compensação, de prêmio. Fiquei furioso e perguntei a ele se realmente havia roubado aquilo na minha casa e ele confirmou. Apanhei pedras e atirei naquele bandido. Ele atirou uma pedra de volta e eu a rebati com a mão esquerda. Ele tirou um revólver da cinta e mostrou para mim. Eu apanhei uma pedra maior e atirei nele. Furioso o ladrão fez menção de atirar em mim e eu saí correndo para dentro da minha casa com ele me seguindo. Quero que produza um conto com esse fragmento de sonho.

O ChatGPT disse:

Claro, Maurício. Abaixo está um conto inspirado no seu fragmento de sonho. Mantive a tensão, os elementos simbólicos e o clima de ameaça, com linguagem literária e traços de realismo fantástico, como se o sonho fosse um eco da própria casa e da rua, lugares antigos que guardam memórias e presenças ambíguas.


O Prêmio do Ladrão
Por Mameflo

Subia a rua estreita onde nasci — velha conhecida, com seus muros descascados e árvores que há tempos cresceram tortas de tanto ouvirem os gritos da vizinhança. A tarde estava quente e quieta demais, como se algo estivesse sendo tramado pelas sombras.

Foi então que vi. Um homem era atacado por dois outros: um deles, reconheci de longe, era morador da rua — figura amarga, sempre de cortinas fechadas. O outro, no entanto, parecia ter saído de algum canto esquecido do mundo. Magro, mal vestido, o tipo de presença que o olho rejeita antes mesmo do pensamento compreender.

Corri para minha casa — aquela casa que carrego como uma cicatriz herdada, onde nasci e que ainda insisto em possuir, apesar dos sustos que ela me dá nas noites de vento. Mas mal alcancei o portão, o estranho já vinha atrás de mim. Os olhos dele não pediam ajuda — exigiam algo. Justiça? Vingança? Era como se eu fosse o culpado por algo que nem sabia que existia.

De repente, ele ergueu nas mãos um saco velho, deformado por dentro, e pude ouvir o chocalho de metais batendo uns nos outros. Disse, com a voz mole de quem se vinga:
— Peguei da tua casa. É meu prêmio. Compensação.

Meu sangue ferveu. Que ousadia era aquela? Um ladrão sentimental, achando que me roubar era parte de algum jogo de equilíbrio cósmico. Perguntei, firme:
— Você roubou da minha casa?

Ele confirmou, com a tranquilidade dos loucos.
Apanhei a primeira pedra que encontrei no chão e atirei com toda a força. A pedra o atingiu de raspão e ele revidou — também com uma pedra, que rebati com a mão esquerda, sentindo o choque subir pelo braço.

Então ele sacou um revólver. Velho, enferrujado, mas real. Mostrou-me como quem diz: "Agora sim, vamos falar sério."
Apontei outra pedra, maior desta vez, e joguei com fúria. Acertei o ombro dele.

O ladrão gritou, um urro misto de dor e humilhação, e fez menção de atirar. Não esperei. Corri para dentro da minha casa — a mesma casa onde aprendi a andar, onde caí do telhado uma vez, onde o tempo parece andar em círculos. Ele veio atrás, e cada passo dele soava como o eco de algo antigo, como se eu tivesse vivido essa perseguição antes.

Dentro da casa, as paredes pareciam encolher, o teto baixava, e os cômodos mudavam de lugar. Eu corria, mas era como se estivesse preso em um sonho, tentando escapar de uma culpa ancestral, herdada junto com as chaves da casa.

Do lado de fora, ouvi vozes antigas chamando meu nome. Lá dentro, o ladrão já não era mais apenas um homem: era uma lembrança, um castigo, uma cobrança que o tempo vinha adiar há muito.

No fim, acordei em silêncio, com a mão esquerda ardendo e o gosto de ferrugem na boca.

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