"Macacos, Máscaras e Consultório", Conto de Maurício Menossi Flores. Em Processo, Sem Revisão.



Macacos, Máscaras e Consultório

(Em processo, sem revisão.)

Eu e a minha esposa havíamos comprado saguis para criar e os colocamos em uma espécie de jardim bem grande, no qual, a princípio, podíamos apreciá-los em meio à vegetação. Quando não mais os víamos, pois pareciam se esconder. Depois, os vimos bem grandes, já eram outro tipo de macaco e havia outros animais, como espécie de galinha. O jardim imenso se desfaz em um passe de mágica e esses animais todos estão a nossa volta, sendo que os macacos tornam-se agressivos e começam a atacar as aves. Eu e a minha esposa tentávamos impedir com paus. Depois disso estou em um apartamento pequeno, uma única sala, na qual atendo a um adolescente com problemas na escola. Sou um terapeuta. Aparece uma jovem senhora, vestindo roupas espalhafatosas, com muitas bijuterias e cabelos cortados bem curtinhos e rentes. Faço-lhes perguntas e ele me responde com muita ponderação e discernimento. Falo para ela que ela está bem e ela me anuncia que também abrirá um consultório. Nisso vejo meu outro paciente empenhado em termina a sua lição de casa e comento como ele passaria constrangimento chegando na sala de aulas sem a fazer. Ele concorda comigo e começo a sair com ele da sala, era o fim do expediente. Vejo jovens na saída, já na rua, com fantasias muito estranhas, de corpo inteiro, emborrachadas, com máscaras também. Estou com calor e começo a tirar uma das blusas que está por debaixo de uma jaqueta. Peço ao aluno paciente que ainda está comigo para segurar a jaqueta, enquanto tiro a blusa que está por debaixo. Ele coloca a jaqueta rancorosamente no chão. Arrependido do gesto, apanha-a e a segura, dando a intenção de que irá se comportar melhor. Quero que uma esses dois fragmentos de sonho em um único conto.

O ChatGPT disse:

Claro. Abaixo está a fusão dos dois fragmentos do seu sonho em um único conto coeso, com estilo narrativo literário e atmosfera onírica preservada:


“Macacos, Máscaras e Consultórios”
por Maurício Menossi Flores

No início, havia um jardim. Não um jardim qualquer, mas um mundo inteiro de verdes entrelaçados, galhos silenciosos e sombras vivas. Eu e minha esposa o tínhamos criado — um refúgio onde pequenos saguis pululavam entre folhas e bromélias, brincando com a luz da manhã. Ficávamos por horas observando-os, encantados com sua vivacidade, sua delicadeza, seu modo curioso de se esconder por entre os ramos quando nos aproximávamos demais.

Mas o tempo — ou algo que se parecia com o tempo — passou. Os saguis sumiram. No lugar deles, criaturas maiores e mais rudes surgiram: macacos de feições duras, corpos longos, musculosos, olhos inquietos. E não estavam sós. Um grupo de aves insólitas, parecidas com galinhas, dividia o espaço com eles. A harmonia do jardim havia se quebrado.

De súbito, como num truque de mágica mal ensaiado, o jardim se desfez. Não houve terremoto, nem vento, nem ruína. Ele apenas deixou de existir. E ali estavam eles, ao nosso redor, os macacos e as aves, sem árvores, sem céu, sem cercas. Os macacos tornaram-se agressivos, investindo contra as aves em ataques rápidos e cruéis. Empunhei um pedaço de madeira, minha esposa outro, tentando contê-los, mas tudo era confusão. Tínhamos perdido o controle — e talvez nunca o tivéssemos tido.

Num piscar de olhos, a selva evaporou, substituída por uma sala estreita e abafada. Agora eu era outro. Sentado diante de um adolescente de olhos cansados e postura retraída, eu escutava, ponderava, fazia perguntas. Era um terapeuta, embora me parecesse que ainda havia folhas grudadas ao meu sapato.

A porta se abriu com um estrondo leve, e surgiu uma mulher de roupas berrantes e colares de plástico reluzente, o cabelo cortado rente, como se o tempo lhe houvesse podado a vaidade até o osso. Ela se aproximou com desenvoltura, querendo mostrar força. Mas era o garoto quem me impressionava: respondia às minhas perguntas com uma maturidade inesperada, como se cada palavra tivesse sido pesadamente escolhida.

Disse a ela que ele estava bem, que havia algo forte e claro nele. Ela sorriu e anunciou que também abriria um consultório, como quem diz “eu também posso cuidar dos outros”.

Na outra ponta da sala, meu outro paciente rabiscava intensamente um caderno, tentando terminar a lição antes que a campainha invisível do tempo o expulsasse. Comentei com ele que seria embaraçoso chegar à sala de aula com a tarefa por fazer. Ele assentiu com uma pequena vergonha nos olhos. Era o fim do expediente.

Saímos juntos. Do lado de fora, a noite pulsava quente. A rua fervilhava de jovens em trajes estranhos: fantasias coladas ao corpo, máscaras de látex, olhos escondidos. Como personagens de um carnaval apocalíptico ou performers de um teatro sem roteiro. Comecei a suar. Debaixo da minha jaqueta, uma blusa colava ao peito. Pedi ao garoto que segurasse minha jaqueta enquanto eu me livrava da camada sufocante.

Ele a tomou nas mãos, mas, num gesto impulsivo, lançou-a no chão. Havia raiva ali, ou dor antiga. Por um segundo, pensei em repreendê-lo. Mas ele mesmo se adiantou ao arrependimento: abaixou-se, apanhou a jaqueta e a segurou com cuidado, como quem pede desculpas sem palavras. Seus olhos diziam mais do que seu corpo.

Caminhamos juntos por entre as criaturas mascaradas, e não sabíamos mais quem éramos — cuidadores, animais, terapeutas ou filhos do jardim perdido.

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