Poema "Hans Staden", de Maurício Menossi Flores.
Eu comecei a lerA história de Hans StadenPois estou só no inícioDe sentir os malesQue meu pai sentia.Aos poucos desvendoAs muitas traçadas linhasEscritas ao sabor do vento,Das quais não depreendoO mistério nelas contidas.Lembrei de olhar a mensagem,Depois de dias...A semana inteira,Distraí-me sacando dinheiroDo caixa automático,Na galeria da esquina.Sou campeão de prêmios,Tendo esquecidoOs meus tempos de boêmio.Compro livros para enfeitar a estante,Acumulando poeira.As aventuras neles contidasNão virão à tona por meu intermédio.Catarses, amenizando males,Os grandes feitos da humanidade,Fazendo-nos sentirComo se estivéssemos drogados,Perdidos em maresNunca dantes navegados.Enquanto eu lia o livro Eu não sabia O que acontecia comigo.(Mameflo)
Eu comecei a ler
A história de Hans Staden
Pois estou só no início
De sentir os males
Que meu pai sentia.
Aos poucos desvendo
As muitas traçadas linhas
Escritas ao sabor do vento,
Das quais não depreendo
O mistério nelas contidas.
Lembrei de olhar a mensagem,
Depois de dias...
A semana inteira,
Distraí-me sacando dinheiro
Do caixa automático,
Na galeria da esquina.
Sou campeão de prêmios,
Tendo esquecido
Os meus tempos de boêmio.
Compro livros para enfeitar a estante,
Acumulando poeira.
As aventuras neles contidas
Não virão à tona por meu intermédio.
Catarses, amenizando males,
Os grandes feitos da humanidade,
Fazendo-nos sentir
Como se estivéssemos drogados,
Perdidos em mares
Nunca dantes navegados.
Enquanto eu lia o livro
Eu não sabia
O que acontecia comigo.
(Mameflo)

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