"O Rosto e a Ladeira", Conto de Maurício Menossi Flores e IA - Inteligência Artificial. Em Processo, Sem Revisão.



O Rosto e a Ladeira

Em processo, sem revisão.

Lembro de dois momentos de sonhos e quero que os funda em um único conto. A seguir, os fragmentos. Era uma criança, um bebê com o rosto deformado, monstruoso. Eu tentava chegar perto dela, mas me advertiam que, se eu fizesse isso, despertaria forças malignas. Relutei por um tempo, mas a curiosidade foi maior. Aproximei-me da criança com o rosto monstruoso e tentei conversar com ela. Ela reagia olhando-me. De repente, surgem duas figuras. Uma mulher vestindo um vestido preto com detalhes em renda e outros, daqueles antigos, rodado, com armação em arame. Tinha cabelos pretos, era jovem, magra e estatura mediana. Aproximava-se de mim rapidamente sem nada dizer, mas com lábios contraídos e olhar maligno. A outra figura não pude distinguir como era e rapidamente acertou-me a cabeça com uma panela de pressão sem a tampa, tentando matar-me. O outro fragmento de sonho foi eu descendo escorregando deitado por uma ladeira muito íngreme e comprida, muito comprida e sinuosa. Descia em velocidade vertiginosa, tentando desviar-me de pessoas e obstáculos, tentando frear também com os pés calçados com as minhas botinas de trabalho. Eu pensava vou desgastar a sola toda e fazia esforço tremendo para parar. Quando finalmente consegui, divulgava que aquilo fora uma experiência crucial, com a menta capacidade mental levada ao máximo e provocando-me verdadeira revolução nos sentidos.

O ChatGPT disse:

Com base nos dois fragmentos de sonhos, aqui está um conto que funde as imagens e os sentidos em uma narrativa simbólica, com atmosfera onírica e psicológica, como se fosse escrito a partir do ponto de vista de alguém que vive uma travessia interior ou uma revelação:


O Rosto e a Ladeira

Na primeira noite do terceiro inverno, desci.

Não me perguntes como começou. Havia apenas a inclinação — uma ladeira sem fim, sinuosa como serpente em febre, e eu, deitado, escorregando com as costas coladas ao chão. As minhas botinas de trabalho tentavam, em vão, frear a loucura da queda. Estava ciente de que cada centímetro da sola era um pedaço da minha resistência: o couro se queimava em atrito com o mundo. A velocidade era absurda. Gente surgia aos lados, postes, bancos, cães de bronze, um homem com uma corneta, uma criança empalhada. Eu desviava, num balé de urgência e instinto. A mente, não sei como, ampliava-se. Toda minha inteligência parecia eletrificada. Não era pânico. Era um estado superior de sobrevivência.

Quando parei, finalmente, tremia.

"Foi uma experiência crucial", disse eu a quem quisesse ouvir. "Toquei o limite da mente. Ultrapassei."

Mas ali não acabava. Era só o prólogo.

Foi depois que encontrei a casa. Ou ela me encontrou.

A arquitetura parecia retirada de um álbum de fotografias esquecidas: janelas de guilhotina, trepadeiras secas cobrindo as paredes, e o céu sem lua. Lá dentro, entre véus de poeira e móveis cobertos, estava a criança.

Um bebê, mas com o rosto... errado. Tão errado que parecia ter sido moldado em argila por alguém que nunca viu um ser humano. Os olhos, enormes e negros, seguiam-me. Disseram-me que não me aproximasse. Que aquela criatura despertava forças que dormem apenas por misericórdia do esquecimento.

Mas a curiosidade é um dente cego, mordendo o que vê.

Aproximei-me. Curvei-me.

"Quem é você?", murmurei. O bebê não chorava. Apenas olhava-me, respirando.

Foi então que ouvi os passos.

A mulher surgiu primeiro — como se deslizasse sobre o assoalho. Vestia um vestido negro, antigo, de rendas que pareciam teias. Era jovem, com beleza gótica e morta. Os lábios comprimidos não falavam, mas seu olhar era o de alguém que esconde facas sob as pálpebras. Vinha em minha direção, sem hesitar, sem piscar.

Atrás dela, algo — ou alguém — indistinto, uma presença escura como o fundo de um poço, ergueu um objeto metálico. Reconheci tarde demais: uma panela de pressão, sem tampa.

A dor explodiu como relâmpago. Mas eu não morri.

Despertei no mesmo instante — de novo na ladeira.

Só que agora eu descia de olhos fechados, em total escuridão. E dessa vez, as minhas botinas estavam gastas até o osso. Meus pés tocavam a terra nua, arrancando faíscas. E no final da descida, vi o bebê.

Ele me esperava. Sorria.

E seu rosto já não era monstruoso — era o meu.

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