"Desenho" e Outros Poemas de Maurício Menossi Flores.
"Desenho" e Outros Poemas de Maurício Menossi Flores.
Desenho
(Em processo, sem revisão.)
O desenho de Lobato,
Mostrando o petróleo
Vindo do centro da Terra,
Está errado.
Coisas da época...
Não foi má fé!
Ouço a palestra do geofísico,
Sobre o magnetismo
Do nosso planeta,
Elucidando o porquê
Das marcações na pista
Do Aeroporto de Cumbica
Terem sido alteradas.
Minha vida transcorre
Dentro da minha própria cabeça.
Não fui à Patagônia,
E muito menos
Aurora Boreal, no Rio de Janeiro,
Vi.
Tudo, tudo mesmo,
Para mim é fantasia.
Bem diferente de EQM.
Disse ao meu amigo,
Pelo WhatsApp:
"Preciso dar sentido a
isso."
Escrever no escuro
Tem me tornado
Mais incompreensível.
Os espaços culturais de São Paulo
Estão infrequentáveis.
A Nova Cultura Woke
Está em toda parte.
Disse o juiz famoso:
"O tempo a Deus pertence."
Não me iludo,
Pelo menos para mim,
Estou próximo do fim do mundo.
(Mameflo)
Minha Vida
(Em processo, sem revisão.)
Minha vida é só rascunho
Do que eu quis.
Mas essa incompletude
É o fascinante.
Encontrar o meu próprio ritmo
É, no momento atual,
Meu único objetivo.
Fazer os movimentos corretos
Para a letra sair legível.
Acostumei-me ao luxo
Da minha pobreza,
Pensando ficar mais rico.
As luzes cintilantes no escuro,
Fazem-me esquecer as dores
Por alguns segundos.
(Mameflo)
Acumulador
(Em processo, sem revisão.)
Acumulei tanto traste,
Pensando fazer Arte.
Diante dos entulhos
Da Guerra da Croácia
Isso é nada.
Em algum lugar, no futuro,
Alguém me descobrirá,
Como aconteceu
Com artistas do passado.
Fui bastante mal-educado
Na resposta dada,
Por e-mail,
À recusa da minha fala,
Na tribuna livre,
Da Câmara de Diadema, São Paulo.
Era isso mesmo que eu queria!
Mostrar quem é que presta
Nessa terra de pau-mandados.
(Mameflo)
Escrevo
(Em processo, sem revisão.)
Escrevo como quem desenha.
É agora o objetivo.
Quantas vezes perdi-me
Em rabiscos incompreensíveis.
Imediatamente ouvi
Um sábio contradizendo outro.
Privilégio de quem
Navega sem destino.
Da mesma maneira encontro
O meu elo perdido.
A reencarnação é um fato.
E, fugindo de roda da vida,
Em nova lida,
Recuso-me a pensar
Em outro ventre entrar.
Sem braços, sem olhos, sem cérebro,
Novamente voltar.
Crianças de pais mal-educados
Fazem barulho lá embaixo.
Quando penso em Lobato,
Montando torres
Para petróleo encontrar,
Sinto-me fraco.
Não sei ao menos lidar com o síndico...
Que digo?
Quiçá, um dia,
Acerto o passo!
(Mameflo)

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