Poema "No Dia do Fim do Dia", de Nina Ferraz, Psicografado Por Maurício Menossi Flores, Em 1995.

 


No Dia do Fim do Dia.


No dia do fim do dia,
Ela ouviu a minha história e sorriu:
"Não pense que é maravilhoso o inferno!"
No dia do fim do dia,
Ela ouviu a minha história e sorriu:
"Não pense que é maravilhoso o inferno!"
Nós tínhamos um plano de salvação,
Uma fórmula mágica:
Requintes do animal que espreita o devir.
Nós vínhamos das recordações
Com a dança da morte,
Sem muitas lembranças agradáveis:
"The colt, third bitch!"
Ele tinha nos lábios
Algo que ela julgava ser
Um risinho bem cínico,
Algo que só os gatos
E as crianças podem entender.
No dia do fim do dia,
Ela ouviu a minha história e sorriu:
"Não pense que é maravilhoso o inferno!"
No dia do fim do dia,
Ela ouviu a minha história e sorriu:
"Não pense que é maravilhoso o inferno!"
Das tripas sujas, o gosto pelo crime.
No canto dos lábios,
Alguns cigarros e tragos.
Se Nina parasse de escrever,
O mundo morreria!
Agora que sou louco, todos me olham zangados!
Os olhos revirados pelo salão,
Pelo chão, pelo teto, pelos copos, pelos cabelos do alheio!
O mistério será novamente oculto na credulidade.
Vazamento controlado,
Torneiras do céu,
Viagens,
Sorriso!
No dia do fim do dia,
Ela ouviu a minha história e sorriu:
"Não pense que é maravilhoso o inferno!"
No dia do fim do dia,
Ela ouviu a minha história e sorriu:
"Não pense que é maravilhoso o inferno!"

Poema de Nina Ferraz, psicografado por Maurício Menossi Flores, em 1995.








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