Conto "Reencarnação", de Nina Ferraz e de Akbar Hansen. Psicografia de Maurício Menossi Flores.

Imagem de Alessandro dos Santos.

Reencarnação

 

(em processo, sem revisão)

 

Esta história teve várias versões abortadas, até encontrar a peça que se encaixava. Era para ser mais longa. Fiquei com a singeleza ideal.

Começarei por Longinus. Acompanhei o triste cortejo do calvário de Cristo. De quebrar-Lhe os joelhos, fui incumbido, preferindo, comovido, aprofundar a ponta da minha lança no ventre do Cordeiro. O jorro do ferimento curou minha quase cegueira.  

Fugi para a Turquia. Sendo preso, torturado, com dentes e língua arrancados, desencarnei.

Maurício de Tebas renasci. Sacrifiquei-me com seis mil seiscentos e sessenta e seis companheiros, para não negar Jesus.

O próprio Mestre e Ismael, filho de Abraão e Agar, propiciaram-me a benção de ser D. Pedro. D. Pedro II, Imperador do Brasil. Traído fui pelos que se passavam por bons amigos.

Fechando esse ciclo, novamente, sou Maurício, qualquer um.  

Pensei realizar um vídeo de 22 minutos. Contudo, basta uma galeria de fotos.

 

(Nina Ferraz e Akbar Hansen. Psicografia de Maurício Menossi Flores) 


 

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