Maurício Menossi Flores, Artista-Plástico Amador Paulistano, Diz Que Há Muito Para "Limpar", na Arte do Zine (Livro Artesanal) Novo, Com Título Provisório "Trilogia Única".
Há Dois Tipos de Homem.
Há dois tipos de homem: os com barriga e os sem barriga.
Gosto do incenso de palo santo.
Fiz uma declaração de amor à Sabedoria.
Como é inoportuno gordo no meio de trânsito, suando.
Motorista aflito, em pista de fórmula I.
Camiseta do Nirvana.
Um cuspe no chão. Arroto. Peido.
Emoção perdida, na fila de vacinação.
Quantas doses ao menos?
15h.
Perdido em desespero de não conseguir parar de comer.
Episódio do CSI.
Encontrado em caçamba de lixo. Morto.
O drama do obeso mórbido.
Programa de televisão, apresentado sabe-se lá por quem!
Para que esse desperdício de energia, se pode cantar
fraquinho, fazendo pano de fundo para discussão acalorada, sobre a entrevista
do Almodóvar, no YouTube?
Não tenho tempo para perder com linguagem áspera.
Suave como os esses e os erres, com a língua tocando, de
leve, no alvéolo superior. Fim de uso.
Um beijinho do Chico, mandado para o retrato de Cristo.
O barato sai caro.
“- Hasta la vista!
“- Adiós!”
NO DIA DO FIM DO DIA
No dia do fim do dia,
Ela ouviu minha história e sorriu:
"Não pense que é maravilhoso o inferno." Esses três versos, sempre 2 x.
Nós tínhamos um plano de salvação,
Uma fórmula mágica!
Requintes do animal que espreita o devir!
Nós vínhamos das recordações com a dança da morte,
Sem muitas lembranças agradáveis:
“The colt, thirty bitch!”
E ele tinha, nos lábios, um risinho bem cínico,
Algo que só os gatos e as crianças
Podem entender.
No dia...
Das tripas sujas o gosto pelo crime,
No canto dos lábios, alguns cigarros e tragos.
Se Nina parece de escrever, o mundo morreria...
Agora que sou louco todos me olham zangados.
Os olhos revirados pelo salão,
Pelos copos,
Pelo chão,
Pelos cabelos do alheio!
O mistério será, novamente, oculto na credulidade.
Vazamento controlado,
Torneiras do céu,
Viagem, sorrisos.
No dia...
NINA FERRAZ
(Nina Ferraz é Maurício Flores)
Falsificação barata.
Erro bárbaro.
Cinzel.
Quero um conjunto de ferramentas no próximo Natal.
Não ter pressa em realizar os sonhos.
“- Mientras!”
“- Albañil!”
Esperança de aprender algo novo, esquecendo como é horrível
envelhecer.
Casa de caridade.
Ao menos um teto e ficar sentado no banco, pensando.
Mendigo:
Engano.
Fracasso.
Falta de controle financeiro e emocional.
“- Queria tanto gostar de mim, quando me olho no espelho! ”
“- Velho, bobo e barrigudo. Vive de enfeitar a estante...”
(Nina Ferraz, psicografia de Maurício Menossi Flores)
A Doutrinadora de Noias.
Estamos todos nos suicidando, dentro das nossas crenças.
Gostava da penumbra. Monteiro Lobato é quem fala do mal em ler com luz de vela?
Visualização das cores. Fez retângulos coloridos em uma folha. Imprimiu em papel de gramatura 150.
Relaxar os dedos dos pés. Esticar a coluna. Respirar. Relaxar os ombros.
Se ela fosse boa psicógrafa, poderia sustentar um centro espírita.
Quando estaria pronta?
Teste simples.
Bastaria concentrar-se e superar-se, contando com a força de público imenso.
Ok?
Quem sabe...
Foi lendo Roque Jacintho, presente de um amigo.
Deixou de ser egoísta.
O mundo precisava dela e ela do mundo.
Tentou passar, sem parecer notar ninguém e incomodar-se com a fumaça do churrasco farto.
Grandes pedaços de carne e muita farinha.
Estava difícil manter o abdômen contraído e as nádegas, idem.
"Rastros de Dor".
Com todas as implicações das iniciais maiúsculas no título, poucos as utilizavam. Ou a utilizava?
A casa é dos espíritos, dizia. Pois sempre aparecia alguém querendo alugar.
Era professora particular. Talvez tantrismo...
Escola de masturbação mental. Estava faltando. Seria útil.
De letras indecifráveis, a forma da formosa dama caprichosa, que não gostava de se identificar, a não ser como "A Doutrinadora de Noias".
Não faltava mais nada.
O modo de ser do andaluz moderno.
Um senhor calvo, barrigudo, com camisa para dentro da calça social.
É possível sentir o cheiro do parceiro de tantos anos?
Estaria a fim de acumular mais memórias para se deleitar deitada?
Muita inveja. Poucos amigos, de verdade.
Cada um tem o seu jeito de ser gente agradável.
Ultimamente, nada queria defender, baseado em grupos.
Decidido, disse para ela mesma.
Em discurso indireto livre, forçado, tentou enjambrar-se. Um disparate para ser corrigido, através de chutes e de pontapés, desferidos em sessão de desobsessão (palavra evitada por intelectuais). No início, particular. Depois, teatro privado.
Sempre aqueles grupos...
...
Dito a ela mesma ela ser ela, partiu para aventuras inimagináveis,
vividas com toda a emoção de ter comprovado o Espiritismo.
Parecia o Divaldo ditando.
Contudo, porém, todavia, como diriam os jovens, era lerda na psicografia, sem produzir garranchos e sem dores nas costas, por manter o abdômen contraído e os dedos dos pés relaxados, não largados. Os joelhos levemente dobrados. Os pés paralelos. Respirando, com consciência.
Falar de cabalista causou mal-estar.
Existem preconceitos em relação com a Maçonaria e com a Cabalá. Palavra parecendo árabe...
Outro espírito assume.
Quer falar de futebol.
Mas não é tão fácil quanto pareceu das primeiras vezes, nas quais manifestou-se.
Para alguns, nunca faltarão palavras.
Palavras nunca faltarão para alguns.
Qual é a regência do verbo faltar? Perguntou ao doutrinador.
Nesse momento, pensou que o espírito estava inventando a história.
Poderia acobertar o seu trabalho com obras de caridade.
Mas seria capaz de gostar da língua portuguesa, a ponto de lamentar um comportamento insensível ao drama da estudante dinamarquesa, forçada a se prostituir por falta de recursos nos estudos?
Há estudos caríssimos.
Há desconfiança em relação a você saber análise sintática.
Não se surpreenderia com a capacidade de prever a incapacidade de surpreender-se, a não ser com aquilo que queria.
Muitos "quês", pouca reflexão sobre o próprio meio.
- Sinto-me impotente. Disse o espírito.
Não é mera forma? Pergunta, tentando confundir o narrador, como se isso fosse possível.
Em nível no qual néscios não alcançam.
Prevenção natural. Todo torto.
Sem apoios bem construídos ou feitos.
...
Foi um feiticeiro importante. Deus escreve certo por linhas tortas.
Regeneração prometida, ao levarem-no para lá.
- Que lugar é esse?
A resposta veio como enigma:
- Casa de Deus. Amigos de Jesus e de todos os propaladores do Bem Maior. O combate às guerras!
Quantas dúvidas, para levar a um ótimo professor.
- Precisa a médium estudar. A psicografia dela é péssima!
Quanta exclamação, assinalando ignorância, posta no formato de texto livre.
Concordância.
Concordância, repetiu.
Reflita, força mental nisso. Médium não é guindaste.
Vejam como o Chico coloca a ideia, em "Somos Seis", ou melhor, em "Jovens no Além".
Quando Almodóvar descobrir os andaluzes mais arredios do planeta, os andaluzes do Brasil...
Quem quer desenterrar mortos, a fim de saber de qual lado estavam?
Textos arrasadores, ditados por espíritos de noias.
Todo tipo de noia.
Desde psicopatas assassinos a estelionatários notórios.
"Obrigada, viu", disse a moça da Claro.
O combinado não sai caro. Queria manter os alunos. Queria evoluir com eles.
Não misturava mais drogas com negócios.
Naquele momento, não sabia se deveria levar o espírito para a corsa com cordas, no colchão amarrado.
Um aparelho construído sob os ditames dos engenheiros do espaço.
Parecia simples e era, como toda a engenharia de Deus.
Qual era a dúvida? Não era aquele o método provado, na prática, como o correto?
Um conto, ao menos...
A verdade impossível.
Não terminara, ainda, livro tão inspirador. Estava admirada!
(Nina Ferraz, psicografia de Maurício Menossi Flores)
(em processo, sem revisão)
Fantasias
Espaçogeográficas.
1 – Deus existe e não existe,
no Mesmo, em Todos, os espaço-tempos;
2 – Percepção
corporeoespaçogeográfica..., estende-se ao infinito.
Escrevo em meio à Guerra da
Rússia contra a Ucrânia.
Escrevo como alma refugiada,
em corpo estranho.
Carne, osso, sangue. Vida e
Morte.
Terra. Terreno. Território.
Alcance de vista.
A expulsão de nossas casas.
Perplexos.
Com medo de cometer vingança.
De ver alvo de inimigo.
Aqueles tão conhecidos e
declarados.
Primeiro de maio chegando.
Promessa feita.
Cara saída noturna.
Deixaria inútil?
Partida de xadrez.
Cavalo branco.
Santo.
Calcanhar de Aquiles.
Substantivo comum.
Minúscula na percepção do
tempo.
Outrora.
Futuro.
Eu terei de me tornar
personagem e tomar a iniciativa? Disse o narrador onisciente, onipresente e
onipotente.
Deus não quer que eu creia
Nele, para ficar pedindo.
Ele quer ser amado, sem
vaidade.
Entender o poder da palavra
contrária.
Contrária.
Sim, contrária.
E já são muitas dores nas
costas.
Justificativa. Trabalho de autocrítica.
Esquecendo. Do assunto e do
narrador.
Foi lá no começo ver o
assunto:
“Fantasias Espaçogeográficas”.
A mais famosa é sermos donos
de alguma coisa.
Torre de vigia.
Vigila.
Ir à capela rezar.
A igreja, durante o ataque
inimigo.
Um prédio histórico.
Esquecido. Depredado.
Um autor olvidado, contando a
fábula de certo lugar.
Dane-se.
É a bomba.
É o fogo.
Não há medida.
Motocicleta passando.
Barriga em prolapso. Peitinhos
de maconheiro e pernas de bebedor de cerveja.
Na cama, promessa.
Pinheiro desponta no
horizonte.
Ao lado da pirâmide de cristal
azul.
Pintura não realizada. Memória
apagada.
Religião.
Amor.
Paz.
Progresso.
Pai.
Mãe. Terra.
Refuga o cavalo.
A lança flutua.
Pasmos.
(em processo, sem revisão)
(Nina Ferraz, psicografia de
Maurício Menossi Flores)
VEJA COMO FICOU, AGORA.
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