"O Pombo e Outros Contos: Cabala Prática". Zine de Evany Bani Bense (Psicografia de Maurício Menossi Flores).

 




 


 

O POMBO

 

"Nossos corações nas coisas ou em Deus?"

"Uma boca enorme!"

"Você não me levou a sério quando eu disse querer ser palhaço."

 

Pensa que não cansa receber espíritos?

Por isso o poema para atenuar a tensão.

Cada caneta tem a sua escrita. Muita tinta.

O urubu rodeava. Depois, vi tratar-se de pombo morto.

Ficou, lá, por quatro meses.

Jesus é testemunha.

Liguei para a prefeitura várias vezes.

Não chute o cão, nem xingue no trânsito.

Logotipo e logomarca.

Em saco plástico, no qual trazia livro protegido, apanhei as penas, vísceras e ossos ressequidos. 

Mas havia algo estranho naquela carcaça. 

Mexeu com a minha cabeça.

Era mais pesada do que esperava.

Minha ideia era fazer protesto.

Mas a caneta deslizou muito lisa.

A trabalho e a estudo.

Trinta bilhões de espíritos.

Aproveite a vida.

Coloquei o pombo morto em vários sacos plásticos de supermercado e joguei na lixeira do prédio.

Quieto.

BEM QUIETO.

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 

(em processo, sem revisão)

 



 

OC I

 

Minhas missões maiores, no Espiritismo, são melhorar a mim mesmo e dizer estar o Apocalipse realizando-se através dele.

Qual é, verdadeiramente, hoje, o papel do Espiritismo para a humanidade? Será, ainda, o Espiritismo desmascarado escandalosamente?

Quando espírita entra em partido político, dizendo-se candidato, não é proibido, mas desconfie. Não dos seus poderes como médium, se for um (embora possa fraudar), mas da sua determinação na reforma íntima. 

Haverá nas cadeias muitos espíritas?

O Brasil é tolerante com bruxaria e feitiçaria, bem como benzeduras e pastores. Padres e bispos podem ser metafóricos, sem descartarem o sobrenatural.

Sou leigo no assunto. Quase um curioso. Rino Curti sou, ao seu dispor. 

O proselitismo do espiritismo é divulgar a sua mensagem e vender livros. Abrir centros já é mais sério, embora haja alguns por aí, para tomar passe, ouvir palestra e participar do trabalho de desobsessão.  

Os Sermões do Padre Antônio Vieira são mediúnicos.

Tudo de belo e nobre é mediúnico e o o mais feio e cruel, também. Né? Entendeu, né?

Sejamos cultos e calmos. Sejamos compreensivos e sorridentes.

Há o medo de bandidos no ar.

Espoliadores, torturadores e assassinos do povo. Nada de polícia e escola. Que dê conta deste país de drogados e ladinos. 

Mas o exemplo vem de cima. Do governo.

Direi como cumprir a profecia do Chico Xavier, que para no início da República seu livro sobre isso, falando da ameaça do comunismo. Na verdade, para mim, da ameaça de todos os partidos políticos. O partido de Cristo não foi criado pelo próprio.

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 


 

OC II

 

Não trate mal ninguém, digo para mim mesmo.

Eu vivo ditando mensagens aos mortos.

Sou médium invertido.

Eles me usam como informante do nosso mundo. A eles passo o recado aqui da Terra.

Sentir-se superior e no direito de mentir para obter favores sexuais não é correto. Não levar a moça enamorada para almoçar ou jantar é erro grave. Aproximar-se de alguém gostando só de parte do seu corpo é algo deplorável.

Terei lição de yoga. Aula prática e teórica, na mesma sessão. 

Sim, escutam o que você diz. Ela precisa esforçar-se mais. Tomar mais gosto pelos estudos. Contudo o ambiente não ajuda. Aquilo tudo prejudica o aprendizado.

Ela terá de lutar contra isso para não ceder. Mudar para uma escola particular, onde prepondere o princípio da paz e do amor, a fim de fazer a criança sentir-se feliz e ter vontade de aprender. Posso estar sendo preconceituoso, não espero água limpa de esgoto. Sejamos prudentes e saibamos alfabetizar corretamente mesmo assim.

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 



 

OC III

 

Deus é maior protegendo os meus conhecidos desejos mesquinhos, apesar de disfarçados de benevolência.

Hoje em dia, as coisas são diferentes, não?! 

Estranha fala. Só os nordestinos e os alemães têm coragem. E o Doutor Fritz falando portunhol, com sotaque de alemão.

Mas o Jô apresenta certas questões. Por que médicos e escritores? Por que não engenheiros, advogados, apresentadores? Completaria eu.

Outra: por que espíritos do futuro não se manifestam?

É querer derrotar o adversário no próprio campo?

Prostitutas vendendo esperma para bando de tráfico de esperma? Não se surpreenda se algum dia requererem teste de DNA ou coisa mais evoluída, mais rápida e certeira. Mais barata.

Ser pobre é uma ambição humana. Quem diz acabar com a pobreza é Deus, seu criador. Criando o Universo, teria o ser humano em papel fundamental de co-criar. Os extraterrestres, sorrindo de contentamento por vivente novo, cuidam desse experimento de milhares de anos terrestres, mas, para eles, dias.

Um novo paradigma por toda criação divina.

Algo fantasioso é tentar buscar resposta, em leve passagem de livro, tendo como referencia de humanidade o Jô Soares, o Chico Anysio e o Mário Gomes. São pessoas bacanas, mas preste atenção...

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 



  

OC IV

 

O Capitão Maurício e Seus Companheiros andavam receosos, há meses, do que lhes aconteceria. Não acreditavam nos romanos, em sua benevolência. Quanto erro não se cometeria querendo ser perfeito? É como peidar em público: não soa poético como o assentamento do piso novo no andar de cima, feito por vizinho um tanto educado.

Viver em busca de civilidade, da alegria em viver no planeta Terra.

Tinham consciência de quê? Qual era a ciência da época?

264 depois de Cristo, Alta Idade Média por vir. Império Romano.

Lacuna deixada pelo Chico, pulando para o reinado de Luís XVI, na França. Por quê?

Para evitar Maurício e os Seus Companheiros, revelando algo inédito, que Chico Xavier não gostava dele? 

Mas a Cruzada dos Militares Espíritas sim. Embora tenha Chico escrito "Militares no Além" e abordado outros temas históricos pertinentes ao Brasil, havia uma Ditadura.

Uma não, várias. Questionar a liberdade de expressão é parecido com esquizofrenia.

Serei eu habilitado, mesmo com muitos defeitos, sem qualidade alguma?

Eu sei que não presto para nada, sendo de Maurício discípulo, mas há poucos dados e eu sou preguiçoso, preferindo conjecturas sobre algo que só ouvi falar.

Tinha até um material razoável. Eu acredito ser o Capitão Maurício reencarnado. Não sei o que o próprio fará com isso.

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 



OC V

 

Minha missão no Espiritismo, dentre outras, é mostrar como o Apocalipse de João veio realizar-se através dele, do Espiritismo, sendo o Brasil um de seus expoentes, bem como todo o planeta Terra e outros.

Vamos somar.

Vamos multiplicar.

Vamos dividir e dar.

O radical tem seu expoente.

Avante!

Avante, Irmãos!

"Paz na Terra aos homens de boa vontade."

Escola muito grande!

Criar uma outra mentalidade.

Não completar a jornada, diante de tanta demanda. Minha responsabilidade é maior, agora, diante do tribunal do crime.

Espero poder cumprir com o meu dever de Irmão, para Irmão.

Um erro não extingue o outro. Não sou o escriba da vez, mas quero terminar a mensagem.

Eu sempre me perco e uso esse recurso na tentativa de voltar ao assunto.

Negócio.

Nome de família.

Alteridade.

Sei lá.

Equívoco.

Adeus.

Vale a livre associação de palavras.

- Invadiu?

- Nada, nada, nada, nada, nada, nada, nada.

Microfonia.

Linda.

Votou.

Ausente.

Presente.

Eu estou presente.

Merecimento filosófico.

Tire tudo, menos a vida.

Raios mataram o rebanho.

Assim persiste a história. Com o dobro de filhos e vida longa.

Os bens materiais não nos pertencem. Descobri a trambicagem da psicografia: é só ir escrevendo e "chupando" tudo, rapidamente.

 Não quero histórias longas.

Essas canetas são eficientes e cheias de frescuras para torná-las mais ortopédicas e balanceadas nos movimentos.

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 



 

OC VI 

 

Como o Facebook administra o perfil daqueles que estejam mudando de partido?

Que fazer quando uma criança deseja se tornar alguém dentro de um tipo de pessoa não afeita aos estudos?

Já imaginou o Chico Xavier ofendendo?

Como nos relacionaríamos caso desenvolvêssemos a sensibilidade de médiuns? 

Tenho visto vereadores nas ruas. Inclusive, gravando vídeo.

Parece essa cidade enfeitiçar maldosamente certas pessoas.

E é para limpar isso que vim.

Edson de Queiroz conversava com os pacientes enquanto operava. 

Disse o Doutor Fritz que só nordestino e alemão é que têm coragem. 

Pois bem, entendo esse tipo de provocação.

Mas melhor mesmo foi o Chico Anysio dizendo ao médico para soltar, agora, uma, a dele, piada, já que fora operado pelo humorista, conduzida a sua mão pelo médium famoso em questão.

Inventara certo tipo de escrita, de gênero literário, e não se deu conta, antes, depois de 30 anos fazendo aquilo.

Bezerra de Menezes tem grande estilo literário.

Pestalozzi tem a ver com Rousseau.

Quanta coisa não foi feita através da mediunidade?

O Jô Soares tem questionamentos sobre o pós-morte expostos em seu programa de entrevistas "Jô Soares, Onze e Meia".

O Maguila não queria se aposentar e a mulher dele foi exibida com apelo sexual e parece ter ele aceitado de boa, conforme fala para o Gentile.

Cara de origem pobre.

Até isso disputa-se nessa fogueira de vaidades, as Artes.

Sentimo-nos atraídos, como espíritos, por ela.

É a pintura de uma casa em ruínas, em Diadema, ou o acorde lendário do Diabo.

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 



OC VII

 

A trava absorve uma força potencial, por isso, o baque. Tudo transcrito em livro, as lendas sobre o Chico Xavier e as dúvidas sobre sobrevivência da alma, do Jô Soares?

Há a tendência da mesma separação silábica, no final. Escrever é esporte radical? Sim, pode levar à Morte, de muitas maneiras. Tudo tão profundo quanto um sermão do Padre Vieira.

Deus dê proteção.

Quanto mais delicada a pena, mais sutil é o texto. Pena é metonímia para caneta ou teclado.

A violência é inimiga do amor.

Não se imaginar no lugar do outro dá arrogância inicial.

O mestre dava desconto, quando rasurava a cópia de um livro feito à mão?

Havia um grande mercado de manuscritos, inclusive de cópias e de falsificações.

Tão crescente como se mostra hoje, era no início, que foi necessário criar escolas para ler e escrever. Parecia um vício incorrigível.   

Um vício com o qual teremos de lidar ainda por alguns séculos, quem sabe. Isso é Futurologia.

Aviões passando. A pandemia voltou. Pandemia de loucura, interrompida por de lucidez momentânea. 

Para outros, tudo engano. Sebastião Otávio era um deles. Escrevo no futuro, pensando no passado.

Claro que a lucidez momentânea ajudava no contexto.

Ser cobrado sem dever?

Não. Incomodando com ligação.

Falar com poucos parecia ele. Nessa inversão sem sentido quero reconectar, mais uma vez, mostrando a deficiência do médium, o papo que comecei.

"A trava absorve uma foça potencial." Voltar ao início, a intenção do Verbo.

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 


 

OC VIII

 

A favela não é favorável ao aprendizado de uma criança. Escrevo sobre ensinar e aprender. Sobre disciplina e vontade.

Às vezes, esquecemos de dizer certas coisas, na nossa obrigação de professor.

Crianças sabem, também, criar situações para não se concentrarem no aprendizado.

Podem estar sob moléstias ou perturbações estranhas?

Os olhos dizem muito.

O final de sessão pode ser revelador. Comparar um professor particular a uma babá não é normal.

Dizer ao professor como deve ensinar não é normal.

Averiguar os porquês dessas observações feitas pela aluna. De ser só manipulação. Com qual intuito?

Perco-me nessas considerações, não podendo errar na conclusão.

Questões de lógica e de bom senso.

Dizer que o padrasto está para chegar e está com ânsia de vômito por isso, não é normal.

Também não vi concordância da menina, quando eu disse estar ela nervosa.

Mas falou não estarem batendo nela.

São divagações do professor particular.

Foi à feira comer pastel de pizza.

Muito salgado, para quem tem pressão alta. 

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 



 

OC IX

 

O jogo que faço com os meus livros, em eterno desafio, eterno enquanto dure, é o esconder infinito de ler e de ser lido.

Não é na aura genérica deles que desfruto a sensação de plenitude, pois, nessa, falta a preguiça de não ler. Só tenho o calorzinho da vaidade de mentir e fingir ler.

Garranchos são inúteis. Letras bonitas são úteis.

Encaixotei os que ainda estavam comigo e levei de perua kombi alugada para o meu espaço cultural.

Desci os caixotes pelo elevador. Tive, em certo momento, a ajuda de um pintor do prédio em seu horário de almoço.

Antes de dar a partida, tivemos que colocar água no tanque de plástico transparente, junto ao moto.

Essa letra vai me dar problema na hora de digitar...

Lembrei daquela conversa quase desnecessária na secretaria de cultura.

Depois, senti falta de olhar para os meus livros na estante. Mas foi bom não estarem nela, para eu reforçar o sentimento da hipocrisia de falso leitor.

Que mal há em enganarmos a nós mesmos, tomando uma cachaça, gastando dinheiro à toa e matando tempo?

Olho, de relance, para alguns livros recém adquiridos, colocados sobre a mesa. Quando os lerei de fato?

Esse é um dos maiores mistérios do Universo para mim. Um jogo. Um enigma.

Essa letra...

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 



OC X

 

Sexo e fantasia encerram o propósito do livro. Uma Cabala estruturada, em forma de zine, para servir a quem quer saber como funciona a Magia do Sexo.

Só agora falar de magia e sacanagem, né?

É sacanagem, né?

Responda, por favor.

Parece não querer aprender. Não ter vontade de crescer. Em querer trabalhar. Não pensa no futuro. Não, por quê?

Olha esses percalços e quer esquecer.

Quis pensar novamente nele, em sua capacidade de anos.

Não queria pensar em trabalho. Mas a falta de vontade dela em estudar poderia estar ligada a sua impotência?

Gozo sem vontade, por hábito. Punheta sem gosto. Gosto pelo mórbido hábito de gozar com o pau mole.

Sexo e fantasia. Mistério. Usurpando literatura alheia. Roubando imaginação.

Cria a sua própria história. Independência. Sair do sistema que te aprisiona.

Como não perceber antes, através de "Eros e Civilização", de Marcuse?

Como dói ser ignorante dos prazeres intelectuais juvenis.

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 



OC XI

 

Nosso Mundo é um mistério e alguns duvidam estar vivendo nele.

Estar com que gosta. Espíritos benignos pela casa. Sentir mais forte a presença dentro do silêncio intenso de instantes.

Vultos acompanham sensações de sonhos de Natal.

Querer a poesia do Mundo conseguida com gole de uísque e baforadas.

Brincadeira sem graça a daqueles rapazes na praça, bebendo cerveja e incomodando a mesa ao lado com abundante fumaça de cigarro eletrônico.

Pois é: como duvidar existir outro Mundo pela Ciência não dar explicação, não havendo exaustão das evidências desse lado? Vou deixar para entender na revisão e continuar esclarecendo a situação.

A gente fica sem jeito e, em cada dia, tenho menos motivos para me aborrecer com os erros meus e os alheios.

Eu não entendo essa história toda da Ciência. Como queria.

Não falo isso para desculpar qualquer problema com a Matemática e seus questionamentos sem fim, dando exemplos e mais exemplos da mesma coisa, deixando-nos muito felizes de verdade, ou desculpar a falta de clareza evidente.

Não quero ser visto como beócio.

Nunca ficou bêbado para valer?

 

(Evany Bani Bense, psicografia de Maurício Menossi Flores)

 

 

   (em processo, sem revisão)

 


 

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