"Quando Me Desligar de Tudo" , Poema de Maurício Flores, Artista Amador Paulistano. Ano 2020.


Quando me Desligar de Tudo
(em processo, sem revisão)

Quando me desligar de tudo,
Estarei mais mudo.
Postado, firme, sinto-me hirto.
Parece que a chuva
Está fora de sincronia.
Nada resta do fim da festa.
Quando me desligar de tudo,
Acabou-se o mundo.
A voz do sapo,
Do grilo,
Da gralha,
Estarão como em zoológico
Nunca visitado.
Um prato típico, de nenhum lugar,
Buscando um pouco de sentido.
Sobre o balcão, o pano desliza.
Ainda não é hora do santo baixar.
Quando me desligar de tudo,
A letra do delegado
Parecerá menos mal grafada.
Um pescoço de girafa contorcido...
Saída de uma estrebaria,
A égua relincha.
Quem relincha?
Quem vacila?
Logo, não estarei mais aqui!
Houve tempo que não me preocupava
Com a anotação guardada.
Desligarei-me do corpo:
Nada entendi.
Talvez responda à pergunta mental de um esnobe.
Talvez, talvez...
Como se fez distante o que, sempre, fez-se limítrofe.
Ao vento vão-se os sentimentos.
Irá longe.
Eterno engano.
Um pranto escondido no canto.
Vão em vozes manifestando-se.
Ainda, não!
Diz o vetusto monge.
Ainda, não!
Diz o simples campônio.
Sentinela virgem de tiros.
Não fará muita falta o sinal perdido.

(Ari, o Homem Pássaro. Psicografia de Maurício Flores)

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