"Dívidas". Poema Psicografado Por Maurício Flores, Artista Amador Paulistano. Ano 2020.
Dívidas
(em processo, sem revisão)
Que posso querer
além de morrer
Endividado,
Com o seguro pago?
Se com cientista africano,
Do passado, sonhei,
Um tanto difamado,
Depois das curas
Com ervas
Serem contestadas,
Mas, contudo,
Sem o prestígio
Perder, de fato?
Eu o vi
Classificando
Cacos de vidro,
Sobre grafismos
E desenhos,
Como se
Fossem
Lentes de
Aumento.
Vi em pequeno
Cercado, na sua aldeia,
Três crianças pequenas,
Confinadas em tenda,
Por suas culturas
Nativas
Não terem assimilado.
Célia,
Em Alexandria,
Pregava.
Aos aflitos,
Consolava,
Os doentes
Curava.
Seu pai,
Alto dignatário romano,
Em
Casebre
Hospedou-se.
Nesse instante
Sumia a tarde.
A noite aproximava-se
E eu,
Em estranha luz
Envolto,
A nada mais
Observava,
A não ser
As linhas
Paralelas
Do
Caderno.
Só
Monteiro
Lobato,
Com a sua
Ironia
Típica,
Poderia
Expressar-se em espírito:
"Nesse terreiro eu baixo!"
Seus olhos
Os meus
Cruzaram.
Não dei atenção
Por estar escrito,
Nas cartas do Tarô,
As misérias
Advindas
Da traição.
Alguém
Ao meu
Lado
Parecia meu duplo etérico
Em carne viva.
Rio da situação.
Um cubo
Não pode
Existir, por
Instante se quer,
Sem a dimensão do tempo.
Pelo qual caminharemos,
Lúgubres,
Ao sabor
Do vento.
(Ari, o Homem Pássaro. Psicografia de Maurício Flores)

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