"Meio Segundo", Poema de Ari, o Homem Pássaro. Psicografia de Maurício Flores, Artista Amador Paulistano. Ano 2020.


Meio Segundo
(em processo, sem revisão)

Restando-me
Meio segundo,
A Ele
Apego-me
Lendo Chico.
A história de Célia
E de Ciro.
Cheio
De orgulho.
Esforço
Do
Meu corpo
Gordo.
Bem me
Sinto.
Imbuído
Do finito.
Bem me ponho
Na postura
Fácil do
Yoga.
Respiro.
Louco,
Minto
Para
Mim
Ao esquecer
O tormento
Causado
Por vizinho
Lasso.
Céu sem
Grandes
Atrativos.
Por si mesmo,
Feio.
No varal,
O cobertor
Responde
Ao vento.
Ilusão
De óptica
De
Automóveis
Minúsculos
Descendo
O morro.
Ao pouco
Caso dos
Sentidos
Estou sujeito.
Na
Contracapa
Do
Livro,
Busco
Estímulo.
Quero,
Novamente,
Tê-lo,
Diante do
Peito,
Pulsando
Junto
Do meu
Coração,
Prestes
A parar.
A vontade,
Como ideia,
Materializa-se:
É Deus quem vejo.
Nesse
Meio segundo,
Deixo de
Sê-Lo.

(Ari, o Homem Pássaro. Psicografia de Maurício Flores)



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