"Abandone a Terra", Poema de Ari, o Homem Pássaro, Psicografia de Maurício Flores, Artista Amador Paulistano. Ano 2020.
Abandone a Terra
(em processo, sem revisão)
Cuidar de si mesmo
É como cuidar
De uma ferida.
É olhar-se
No espelho, gordo,
E fazer um chá
De camomila.
Se filmes desconhecidos e baratos
Inspiram-lhe,
Ficar por
Dentro
Da mais recente
Teoria da Física
Pode não ser a saída.
Criar técnica
De memorização
Emprego de ator
Não garante.
Lembre-se:
Podes abandonar este mundo
Que os bandidos
Fazem tanta
Questão de terem.
Pare de se torturar.
Nunca atingirá
O sucesso esperado,
Nem ao menos
Esquecer-se de si poderá.
Toda a ignorância
Desses míseros seres
A invadirem
Seu conforto
É o mesmo tormento
Do rico tolo
Entupido de comprimidos
E farto de viagens.
Podem tanto
Quanto qualquer rato
De esgoto.
Deixe de comparações
E de vãs lamentações.
Condoer-se
De si
Mesmo,
Ou daqueles
Seus
Bem
Quistos
Não é
Sinal de juízo.
Quanta
Fala
Em terapias
Desperdiçada.
Quanta
Esperança
Inútil!
Quanto
Desejo
Absurdo!
(Ari, o Homem Pássaro. Psicografia de Maurício Flores)
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