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O Corvo, De Edgar Allan Poe, E A Solidão: Conversas Com Entes Imaginários.

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  O Corvo, De Edgar Allan Poe, E A Solidão: Conversas Com Entes Imaginários.  Percebemos no poema O Corvo de Poe que o personagem faz do corvo um interlocutor em momento de grande solidão. Que outros personagens da literatura ou das artes em geral criaram personagens em momento de solidão para conversarem com esses personagens?   Essa percepção que você teve sobre O Corvo é muito rica — a criação de um “interlocutor” na solidão é um recurso recorrente nas artes, muitas vezes ligado à dor, ao luto, à loucura ou simplesmente à necessidade humana de diálogo. Aqui vão alguns exemplos fortes, em diferentes linguagens: Literatura 1. Dom Quixote No romance Dom Quixote, ele projeta sua visão do mundo sobre a realidade: moinhos viram gigantes, estalagens viram castelos. Embora Sancho Pança exista, Quixote cria interlocutores imaginários ao reinterpretar tudo ao seu redor — uma espécie de diálogo com a própria fantasia. 2. Robinson Crusoe Em Robinson Crusoe, antes d...